quinta-feira, 13 de setembro de 2012

GALERIA DE FOTOS: ONTEM E HOJE!


PRODUÇÕES DO "GRUPO BOCA DE LEÃO" 

2013
(PRIMEIRO SEMESTRE)

NOVAS PRODUÇÕES
Iniciando com Releituras dos Clássicos da Literatura Infantil 
- Irmãos Grimm e Andresen -


        Para clarear e sacudir a memória, começamos com exercícios de releituras de objetos, um momento que resultou em muitas discussões em grupo, onde uns concordaram e outros não, com esta forma de exercitar a produção de releituras a partir de objetos concretoas, como: Brinquedos, cadeiras, chupetas, carteiras... E imagens. todos os elementos, firaram á disposição do grupo, para que todos pudessem olhar, analisar, refletir, escolher quantos desejassem, procurar um lugar confortável e iniciassem as suas produções.

Tevemos uma integrante que discordou desta possibilidade de exercício de releitura, tendo como referência os objetos no lugar de livros, apresentando certa rigidêz e dificuldades de aceitação do método utilizado, o qual abriu os olhares e os fios da memória da maioria.

A vida em grupo, não é diferente de todas as vidas em coletividade, por isso, a imporância do saber e do aprender em grupo.

              Sairam importantes produções, duas delas ficaram assim:

 ESCRITORA E CONTADORA DE HISTÓRIAS: DORA DUARTE


 A VELHA CADEIRA

(26 de fevereiro - Releitura de uma cadeira antiga, no canto do auditório da Biblioteca Pública de SC)

 
Estava ela ali, bem diante dos meus olhos, aquela velha cadeira próximo de um rádio moderno, que me remeteu aos anos 60. Muitas lembranças vieram visitar minha mente, em raios de segundos. Parece que estou vendo o meu velho pai sentado nela, a velha cadeira de balanço, ao lado do rádio (o bem mais precioso da casa), fumando seu cigarro de palha e ouvindo as últimas notícias sobre o golpe militar (Revolução 1964) no famoso programa “A Hora do Brasil”. Quando fecho meus olhos, parece que ainda ouço aquela clássica música “O Guarani”, do autor Carlos Gomes.
As Notícias corriam mascaradas sobre o que acontecia no nosso país. Na hora que surgia uma voz que dizia: ”Edição extraordinária...”, lá em casa ninguém abria o bico, para meu pai ouvir melhor. Era repressão lá em Brasília, e na minha casa também. Nem ao menos um dos membros da família tinha o direito de perguntar o que estava acontecendo. Só fiquei sabendo as causas de tudo isso, após anos, claro, nos livros didáticos, e olhe que nem todos revelaram a verdadeira história “mascarada” como foi na primeira vez noticiada. 
Um dia, porém, surpreendi minha mãe sentada naquela cadeira de balanço, num dos momentos raros, chuleando um vestido, novamente cantando aquela velha cantiga de guerra que falava de uma carta dum soldado atingido, e nas últimas para morrer, escreveu a sua mãe e namorada, fiquei chocada. Despertou-me uma curiosidade... Interrompi o canto dela e perguntei se a guerra tinha acontecido na nossa pátria, nunca tinha ouvido falar onde tudo aconteceu. Da primeira vez ela não me respondeu, mas decerto o meu pai havia comentado, pois naquele dia ele me respondeu pausadamente:
- Não, no Paraguai, mas o ilustre desconhecido era um soldado brasileiro.
Hoje ao ver o contraste: rádio velho, poltrona nova, rádio novo, cadeira velha, como peça de decoração, fico imaginado: Quantas histórias vividas têm por trás destes objetos?

 O Bezerro Brincalhão
 (12 de março - Releitura de uma gravura)


Num pequeno vilarejo de casas singelas, sem muros, amanhecera  e o galo cantou anunciando mais um dia. O sol despontava com o seu famoso brilho espelhando o riozinho que cortava a vila. Muitos moradores continuavam em seus leitos, no quentinho das cobertas naquela manhã friorenta; afinal, era dia de domingo.

Só mesmo aqueles que tinham o hábito de acordar cedo, para fazerem as primeiras ordenhas das vacas e cabras, eram os que estavam de pé, para terem o leite fresquinho no café matinal.

Os passarinhos nas árvores, logo cedinho, fazendo festa num coral barulhento, porém, afinados.

Naquele cenário de beleza, tudo era sossego, mas por alguns minutos, quando a criançada acordou , já de café tomado, acabou a tranquilidade daquele lugar.

Corriam meninos e meninas para todos os lados. Brincavam de cabra cega, esconde-esconde, soltar pipa... 

Brincar de roda era uma alegria contagiante, natural de uma infância saudável e feliz.

Eles nem podiam imaginar que de longe um bezerro crescido, já com os chifres salientes, observava tudo, querendo entrar na correria deles e brincar.

O bezerro ficou tão empolgado, achando interessante aquela brincadeira, que resolveu cair na farra também.

Para o desespero da meninada, o bezerro disparou em direção às brincadeiras. Foi um tal de  criança  subir em árvore, nadar rapidamente, correr em direção diferente, correr para dentro de casa gritando sem parar...

Ninguém poderia imaginar que aquele pequeno bezerro queria era mesmo brincar.


                 Dora Duarte


 DIA 26 DE FEVEREIRO

Primeiro encontro do Grupo.

 

DIA 13 DE JANEIRO

O grupo foi representado por Claudete (do outro lado da câmera), Dora, Mareli e Viviane, Secretária Geral da Boca de Leão.
Da esquerda à direta: Mareli Cegat, Viviane R. dos Santos e Dora Duarte, nossa anfitriã que fez questão de abrir as portas de sua casa, no Bairro Areias, Norte da Ilha de SC, dando continuidade ao seu aniversario (12.01) regado a frutos do mar e guloseimas nordestinas. 
 Um "bobó de camarão", de lamber os beiços, revirar os olhos e comer até arrebentar a boca da barriga.

Depois da comilança, descansamos com uma gostosa conversa de comadres... No intervalo, mil ideias nos visitou, até que fomos levadas de volta à mesa, onde iniciamos uma brodução intitulada "História Maluca por quatro mãos".

Dora, Mareli e Viviane. 
  Dora, Mareli e Claudete.

HISTÓRIA MALUCA
Esta produção segue uma metodologia em que o texto escrito em uma folha A4, sanfonada e individual, passa de mão-em-mão, processo controlado por um coordenador, evitando que os escritores percam os fios da memória. Um não pode ver o que o outro escreveu, dando continuidade somente às suas ideias.
Finalizando a escritura individual, depois de todos terem em mãos as suas folhas, inicia-se a leitura em voz alta.


O resultado é variado, com textos recheados de personagens envolvidos em momentos invadidos por outros, provocando risos e uma gama de sentimentos, até mesmo a sensação de perda, pelo fato de alguém ter mexido nas suas ideias, ocupado o seu espaço e ter interferido nas suas intenções e no rumo da história.

Esta técnica é ideal para trabalhar os sentimentos em grupo, as sensações individuais de cada integrante, a capacidade de socialização, troca afetiva, psicológica, criativa e cognitiva, o respeito mútuo... Elementos necessários á boa convivência em grupo, reforçando ainda mais a capacidade de escritura.

Num momento como este, os escritores aprendem o verdadeiro significado de "educação", colocando o seu "ego" num lugar à parte, de maneira que ele não interfira nas discussões em grupo. Assim, as críticas serão bem aceitas, sem ferir o "ego" alheio. Desta forma estaremos educando a capacidade de escuta, do olhar e o controle da fala, evitando os seus excessos.

Um grupo coeso, disposto às mudanças e ao aperfeiçoamento do imaginário e da criação individual e coletiva, é aquele onde o todo é respeitado e visto sem preconceitos - olhares com a potencialidade de afastar e destruir mentes brilhantes, em fase de desenvolvimento, aperfeiçoamento e enfrentamento dos conflitos provenientes do meio que as cercam.

DIA 8 DE JANEIRO

O Grupo iniciou o ano letivo, no apartamento da Viviane, atrás do Clube 12 de Agosto, na Av. Hercílio Luz, Centro de Florianópolis, com as revisões dos "contos de animais, encantamento, riso, infância e assombração", o quais compõem o "Primeiro Volume Literário Boca de Leão". As fotos estão com Evandro. Estiveram reúnidos, Claudete, Evandro, Saray e Viviane, a Secretária da Oficina Literária Boca de Leão.

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2012
(SEGUNDO SEMESTRE)

DE AGOSTO A SETEMBRO

 LEITURA DAS PRIMEIRAS PRODUÇÕES
CONTOS DE ANIMAIS E DE ENCANTAMENTOS

LUIZA APRESENTANDO SUAS PRODUÇÕES AO GRUPO
GÊNERO ANIMAIS: "A PATINHA FELÍCIA"

LUIZA NA PRIMEIRA NARRAÇÃO DO CONTO "A PATINHA FELÍCIA"

 GÊNERO ENCANTAMENTOS: "A LIBÉLULA ENCANTADA"
 LUIZA MEMORIZOU E FEZ A SEGUNDA ENTRADA PARA CONFERIR SE TUDO ESTAVA CERTO.
COM A AMIGA SARAY, LUIZA FAZ AS NARRAÇÕES DE SEUS DOIS CONTOS - PRÁTICA DE MEMORIZAÇÃO.
ANDREA, MÃE DE LUIZA
GÊNERO ANIMAIS: "ANIMAIS EM REVOLTA"

 
ENCANTAMENTOS: PEDRO, O PRÍNCIPE DOS CAVALOS 
SARAY: QUIQUITA, A PORQUINHA QUE PENSAVA!
SARAY
GÊNERO ENCANTAMENTO: "A FADINHA CAPRICHO".
 MARIANA LAPOLLI
GÊNERO ANIMAIS: "O VAGALUME PORÉ"
MARIANA
GÊNERO ENCANTAMENTOS: "A MALDIÇÃO NO REINO DAS JUJUBAS"


 
WAGNER
GÊNERO ANIMAIS: "O GRILO CRI CRI"


 
DORA DUARTE
GÊNERO ANIMAIS: DONA AEDES E O BESOURO ROLA-BOSTA
Tirando a Vó Dora da frente do projetor de mídia. Por que não desligaram o bichinho, sinhô?
DORA DUARTE, TODA BONITA! 
GÊNERO ANIMAIS: "DONA AEDES E O BESOURO ROLA-BOSTA"
DORA DUARTE
GÊNERO ENCANTAMENTO: "A MISSÃO DE NANÚBIO"
 
SABRINA 
GÊNERO ANIMAIS: "CONFUSÃO NO JARDIM" 
 
GÊNERO ENCANTAMENTO: "A CARTA"
LUCIANA
GÊNERO ANIMAIS: "FEIJÃO"
 LUCIANA
GÊNERO ENCANTAMENTOS: "SEXTA-FEIRA"
VIVIANE REGINA
GÊNERO ANIMAIS: "OBRIGADA, JÁ POSSO VOAR"
 GÊNERO ENCANTAMENTOS: "TÃO SOMENTE UM OLHAR"
IDÊ
GÊNERO ANIMAIS: "OS FELINOS"
IDÊ
GÊNERO ENCANTAMENTOS: "O CESTO DE MILHO"
GABRIEL
GÊNENRO ANIMAIS:
(Falta nos enviar o título de sua autoria)
OBS. As demais produções serão postadas após o recebimentos do documento de autorização de uso de imagem!

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Revisantando a Memória
NASCIMENTO DA OFICINA BOCA DE LEÃO
 A MENINA QUE NASCEU E VIROU LEÃO
24 DE JULHO DE 2012
Claudete T. da Mata
Gênenro Assombrações: "Velho João, o filho da bruxa!"


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 Candoca Maria da Sirva
Apresento-lhes minha primeira criação em esponja (2008): Vó Filomena, em homenagem à minha avó, minha primeira contadora de histórias. Com ela, posso levar ao público de todas as idades, uma forma diferente de contar histórias, onde a narrativa e os diálogos são apresentados em conjunto. Vó filomena é ótima na arte de representar personagens, os quais, de repente, resolvem sair dos livros e dizer ao mundo que podem falar, brincar, cantarolar, roncar, gargalhar...! 
Dora Duarte
Escritora, contadora de histórias e integrante do grupo literário "Boca de Leão".
O boneco mamulengo é Igor e o boi é Damareias, primeiras criações feitas na "Oficina de Criação de Bonecos Contadores de Histórias" (BPSC-Agosto de 2011).
DORA
De um lugar muito especial, você veio toda faceira...
O Pai de todos, lá do alto, está sempre de olho em você.
Radiante como a Luz do Sol, você olha para o alto e agradece o Olhar Divino.
Amante de todas as artes, teus olhos brilham entre todas as estrelas, lá no firmamento!
Assim é
D
O
R
A

Vó Filomena contando histórias de bruxas - Feira do Livro / Palhoça, agosto de 2011.
Manipulação: Claudete da Mata

Augusto, Escritor e Presidente da ACPCC, apaixonado por Vó Filomena e Cidorinha, uma das filhotas da Escritora Dora Duarte e participante da Feira do Livro de Palhoça/2011.

Futuramente, estaremos trabalhando com "Bonecos Contadores Histórias", a partir de técnicas de manipulação direta e outros elementos de animação da "Arte de Escrever e Contar".