quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Dia 15 de agosto, Cléo Busatto chega para o Evento: Contar e Encantar: pequenos segredos da narrativa", atendendo o convite de Claudete da Mata, Coordenadora da Oficina Literária Boca de Leão!"




TRÊS DIAS DE APRENDIZADO!

Dia quinze de agosto, eu e Evandro Jair Duarte fomos buscar Cléo Busatto no aeroporto. Chegamos antes do horário, dando tempo para Evandro almoçar, tomar uma água e voltar para o saguão à espera de nossa mestra. De repente ela chegou com um grande sorriso. Nos abraçamos forte, para matar a saudade.

Em seguida, os meninos nos deixaram no hotel. Liguei para Saray, mas também não deu para ela nos acompanhar. O jeito foi seguir rumo a Santo Antônio de Lisboa. Cléo estava louca por ostras. O taxista nos deixou num restaurante onde tem as melhores ostras da Ilha de SC: Delícia!

Nos sentamos de frente para o mar. Uma paisagem inesquecível!

Degustamos, além das ostras deliciosas, pastel de camarão e uma caldeirada de lamber os beiços. Tinha lula, camarão, marisco, peixe... Tudo muito delicioso!


Estas são as ostras mais saborosas do norte da Ilha de Santa Catarina.


Depois do pastel de fazer água na boca, fomos à igreja fazer os nossos agradecimento a Santo Antônio. Nasci no seu dia, numa sexta-feira de Lua Cheia, às 22h. Nessa noite, muitas mulheres fizeram os seus pedidos ao santo "casamenteiro". Creio que tem gente esperando até hoje pelo atendimento de seus desejos. Isso me faz lembrar, que, mesmo nascendo no dia de Santo Antônio, nunca pedi a ele um marido, nem o afoguei em copo com água, nem em recipiente com farinha de mandioca, como fazem muitas mulheres até hoje. E não é que casei! Lembro que muitas colegas, até os dias atuais, pedem para eu benzê-las no dia de meu aniversário. Teve uma que, meses depois de ser benzida, casou com um viúvo rico. Entrar naquela igreja, mexeu com os fios de minha memória.



Saímos da igreja, registramos momentos inesquecíveis, desses que somente pessoas de sentimentos verdadeiros, conseguem ver e sentir.

Momentos importantes, viram histórias assim como esta pequenina vila, ainda preservada pelos moradores nativos da Ilha da magia, com suas bruxas e lobisomens rondando as suas casas, nas caladas da noite...
 Suas praias graciosas, a nos convidar para um mergulho nas suas águas calmas.


 
Depois dos agradecimentos a Santo Antônio, outra parada para degustar mais um dos sabores, desta vez, levados para Santo Antônio de Lisboa, Norte da Ilha; petit gateau, segundo Cléo: "Uma delícia"!


Entre tantas, havia muitos corações repletos de mensagens, uma tradição dos nativos da Grande Florianópolis, chamada Pão por Deus, enviados para quem gostamos ou quem desejamos namorar... Os antigos moradores ainda mantem esta tradição, nas suas festas culturais.

No restaurante haviam corações de argila e de feltro, espalhados pelas paredes e pendurados no teto. O banheiro, de tão interessante, acabei fotografando tudo o que consegui capturar. 

 A pia feita com o chamado "arguidá", um grande prato de barro. Havia de quase tudo um pouco, tanto que minha demora foi grande. Quem percebeu, certamente pensou: O que ela tanto faz lá dentro?

Não é um banheiro criativo? Veja o puxador da porta...
E para nos despedir desse tarde inesquecível, Cléo fotografou a paisagem desenhada com a chegada da noite, ainda com o Astro Rei mostrando o seu colorido lá dos confins do mundo.
Na beira da praia, um casal namorando à moda antiga, aconchegados no banquinho da praia, sob o tranquilo som das ondas do mar, de onde puderam contemplar a bela paisagem, unindo dois momentos lindos...
Como tudo na vida tem início, meio e fim, era hora de voltar com uma sacola cheia de histórias. No caminho, Cléo lembrou do celular que havia deixado no restaurante, quando retornamos a pé. Depois seguimos o nosso caminho. Afinal, no dia seguinte, um público estaria à espera de Cléo.

Dia 16 de agosto, o tão esperado dia - Cléo abre o Evento com sua voz de "fada", após narrar o Conto "Origem do Fogo"!