segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

2a MOSTRA DO ESPETÁCULO "PARA CONTAR E IMAGINAR" - 2013


No mês de outubro, no auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina - BPSC, o Grupo Literário Boca de Leão entrou em cena e fez a festa da criançada, contando suas histórias e encantando mais de 240 crianças da Ilha de Santa Catarina, antiga Nossa Senhora do Desterro, hoje, Florianópolis!
Foram estes três seres, juntamente com outros que não estiveram presentes, por falta de tempo, como: Saci Pererê, Iara, Matinta Pereira..., que enriquecem o folclore brasileiro (Do Norte ao Sul), desde os tempos de "antanho", que abriram o Evento do dia 29 de outubro: 2a Mostra do Projeto "Para Contar e Imaginar". Era o Dia Nacional do Livro! 
Eram 09h30min quando o Boitatá entrou com sua dança, acompanhado do Caiporinha e do Curupira, que se comprometeu com a Dona Caipora, nos cuidados de seu filho mais moço. Estes seres fantásticos, nascidos nas Regiões Norte e Sul do Brasil, nessa manhã, chegaram na Ilha e já foram surpreendendo mais de 130 crianças do Município de Florianópolis/SC. Elas chegaram eufóricas, cheias de expectativas que foram atendidas.
O Boitatá, a Cobra Grande (nascida no Rio Grande do Sul) contagiou o público na companhia do Curupira, um tanto ressabiado, sempre de mãos dadas com o Caiporinha (seres da Mitologia Tupi-guarani). A Dona Caipora não veio porque estava muito ocupada na guarda das florestas brasileiras. Com a chegada da Copa do Mundo, bem sabe ela que de estar atenta. Mal consegue pregar os olhos, de preocupação, só de imaginar o que os bichos homens irão fazer, além do que já tem feito.
A satisfação estava estampada no olhar de cada criança. Quando o Boitatá se aproximava de alguém, todos ficavam um tanto apreensivos. Uns temerosos e outros querendo tocar na cobra que à noite com sua cabeça encandecente. 
Eu mesma, na minha meninice, cansei de ver o Boitatá rondando a mata do Pantanal, Bairro de Florianópolis. Contando ninguém acredita, somente quem viveu nesse lugar cheio de magias. Quando chegava a noite, ele acendia sua enorme cabeça e começava a andar pela mata (naquele tempo, bem arborizada, cheia de animais silvestres e muitas árvores frutíferas), afastando os caçadores de corujas, tatus, gambás, gralhas, tucanos, macacos... Porque a Ilha de Santa Catarina, antes da vinda dos espanhóis, portugueses e outros imigrantes, era um "berçário" natural. Ela já foi a Ilha da Magia, porque, depois que o progresso chegou e todas as luzes foram implantadas, substituindo as lamparinas, na época chamadas de "pomboca", pelos nativos da Ilha, o Boitatá nunca mais foi visto por essas bandas. Até as bruxas se foram, ficando somente as rendeiras como figuras vivas dessas mulheres engenhosas.
Foi assim, que o singelo auditório da BPSC ficou repleto de crianças com suas cabecinhas imaginativas. Seus olhinhos brilhavam, deixando transparecer o encantamento por estarem vendo de perto, e até tocando nestes seres, num frenesi de emocionar qualquer adulto. Até mesmo aqueles que já esqueceram que já foram criança um dia, nesse ambiente, entrariam se deliciando com o fantástico mundo do "Era uma Vez...
Muitas dessas crianças foram à BPSC, onde puderam assistir todas as apresentações cênicas, com narrações orais, pela primeira vez.
 
Dizem que a Caipora é uma canibal, porque come as pessoas que invadem a mata para caçar os animais, mesmo que seja o menor de todos os inseto, até o mais horripilante deles. Pensando nisso, para evitar uma comilança daquelas, resolvemos trazer um de seus filhos menores, porque as baratas da Ilha de Santa Catarina costumam andar soltas pelas ruas de Floripa. Vai que ela pegasse alguém pisoteando uma delas? Seu filhos não comem ninguém, mas morder, isso eles fazem muito bem.

Certa vez um senhor lá da região dos Araças das Minas Gerais, falou que certa vez, no tempo em que era comum os meninos caçar passarinhos para comê-los assados na chapa do fogão à lenha, ao entrar na mata, um menino de orelhas pontudas e pele esverdeada, surgiu do nada e avançou sobre o pequeno caçador, mordendo-lhe as duas pernas. Desse dia em diante, ele nunca mais caçou passarinhos. (Autoria: Claudete da Mata, Florianópolis, 23 de dezembro de 2013)

Na cultura popular, em diversas regiões do Brasil, a Caipora (do tupi: caapora, quer dizer "habitante do mato") é associada à vida da floresta. É considerada guardiã da fauna. Ela apronta todas as ciladas que imagina para afugentar os caçadores, em especial, aqueles que abatem os animais além de suas necessidades. Ela também afugenta as presas, espanca os cães farejadores, e desorienta o caçador simulando os ruídos dos animais da mata. Assobia, estala os galhos e assim dá falsas pistas fazendo com que ele se perca no meio do mato.
Segundo a crença popular, nas sextas-feiras, nos domingos e nos dias santos, quando não se deve sair para caçar, é que a sua atividade se intensifica. Mas há um meio de driblar a Caipora: ela aprecia o fumo. Assim, reza o costume que, antes de sair numa noite de quinta-feira para caçar no mato, deve-se deixar fumo de corda no tronco de uma árvore e dizer:
- Toma, Caipora, deixa eu ir embora.
A boa sorte de um caçador é atribuída também aos presentes que ele oferece. Assim, por sua vez, os homens encontram um meio de conseguir seduzir esse ente fantástico. Mas fracasso na empreitada é atribuído aos ardis da entidade. No sertão do Nordeste, também é comum dizer que alguém está com a Caipora quando atravessa uma fase de empreendimentos mal sucedidos, e de infelicidade.
Há muitas maneiras de descrever a figura que amedronta os homens e que, parece, coloca freios em seus apetites descontrolados pelos animais. Pode ser um pequeno caboclo, com um olho no meio da testa, cocho e que atravessa a mata montado num porco selvagem; um índio de baixa estatura, ágil; um homem peludo, com vasta cabeleira.
Segundo o folclorista Luís da Câmara Cascudo, "ser caipora é o mesmo que ter azar, ter sorte madrasta, ser perseguido pelo destino (...). Nas lendas tupis, o caapora é representado ora como uma figura de um pé só, à maneira do saci, ora com os pés virados para trás, simbolizando por isso, como diz João Ribeiro, 'a pessoa que chega tarde e nada alcança".
(Parte dessa pesquisa foi extraída do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Caipora; adaptado por Claudete da Mata - Coordenadora Geral e Ministrante da Oficina Literária Boca de Leão, uma amante da Cultura Popular Brasileira e de outros Países) 
Boitatá sai de cena, dando lugar às contadoras de histórias, para retornar no final e agradecer ao público composto por crianças e adultos.
Com o Boitatá, foi o Caiporinha e o Curupira, para a entrada de Antonieta Merces, com o conto do livro de sua autoria: "Macaco Maca", com o seu primeiro lançamento nessa manhã banhada pelo Sol da Primavera.
Todos os livros da escritora e contadora de histórias, Antonieta Merces, estavam expostos no lançamento do Macaco Maca, juntamente com a "2a Exposição Literária do Grupo Boca de Leão", no rol da BPSC. Antonieta é filha da Matilha Boca de Leão!
 No período da tarde, lá estava Antonieta fazendo dedicatórias para quem levou o "Macaco Maca" para casa!
Quem desejar adquiri-los, é só entrar em contato com a autora pelo e-mail: antonietamerces@hotmail.com - Sua criança ficará agradecida! 
Ainda não sou avó, mas levei dois volumes: Um do Macaco Maca e outro da Galinha Polaca, para presentear os meus netinhos, assim que eles chegarem. A edição da Tartaruga Tatá está esgotada, por isso não levei um para meu terceiro netinho.
 Depois da narração de Antonieta, entrou Andrea Dias com sua mágica mala "Contar para Encantar".
 Andrea narrou contos indígenas, de bruxas, de animais, entre outros que aguçaram a curiosidade das crianças.
 A bruxa Maléfica, ao ser chamada pela bruxa da mata, entrou em cena!
As duas juntas fizeram coisas que ficarão para sempre na memória da criançada.
 Essas histórias não acabam por aqui!

Depois da Maléfica, vieram outras histórias de mil cores, mil sabores, de todas as formas, de todos os lugares... São histórias que onde passam, deixam aquele gostinho de quero mais.
 Senhor Galooooooooooo....
Ah! Eu gosto de nozes... Muitas nozes!


Então entra Luiza, nossa escritora mirim e contadora de histórias. ela, com a sua Patinha Felícia, deixou a plateia encantada!

Depois foi a vez da escritora e contadora de histórias, Cida Facioli com "Os Sete Cabritinhos e o Lobo". Ela representou, divinamente, a Dona Cabra e cada cena deste conto da tradição oral, que encanta crianças e adultos, pela astúcia e o atrevimento do lobo, pela inocência dos cabritinhos, pela coragem da mãe e pelo final tão esperado por todos: O lobo sempre acaba na pior! Confesso: Sempre que ouço contos com o lobo, sinto pena dele. Afinal, quem o educou, não deveria ter sido um bom exemplo. Por isso, nos dias atuais, podemos ver milhares de lobos à solta. Alguém deve ter educado cada um deles, caso contrário, o mundo não seria composto por tantas diversidades humanas, onde o bem e o mal caminham lado a lado. Cada qual com suas intenções.

Depois da mamãe cabra, vem o gambá!

 Quem está aí?

Depois do gambá, entrou Saray Martins, com as histórias da "Una", uma personagem cheia de novidades sobre o lugar de onde ela veio.

Aconteceram outras apresentações que não foram fotografadas, mas que ficaram na nossa memória. Após todas as narrações dessa manhã, é hora do Boitatá voltar e encerrar a Roda de Histórias!  
As crianças mais corajosas, sobem ao palco para se despedirem do Boitatá, do Curupira e do Caiporinha.
No período da tarde, recebemos as primeiras turmas. entre elas, uma turma de bebês que se comportou como gente grande.
 Amanhã mostrarei mais fotos, mais momentos inesquecíveis.
Você faz parte da nossa plateia! Você é o nosso público!
A você que tem o hábito de visitar o nosso blog, FELIZ NATAL E UM NOVO ANO repleto de SAÚDE, PROSPERIDADE, AMOR, PAZ, PROTEÇÃO E VIDA LONGA!
FELIZ 2014!