quinta-feira, 6 de março de 2014

MANHÃ, TARDE E NOITE COM O GRUPO BOCA DE LEÃO

No dia 12 de novembro de 2013, foi assim!
Das 8h às 12h, Eu, Andrea, Antonieta e Viviane passamos por momentos inesquecíveis, na Biblioteca Pública de Santa Catarina. Juntas, montando um presépio com material alternativo: jornal, panos, cordões e caixas usadas. Não podemos esquecer da rede de criatividade constituída pelo grupo.
 Quando iniciamos, o espaço de exposições da Biblioteca, estava assim.
 Andrea Dias (de blusa rosa) e Antonieta Mercês, foram as primeiras a chegar. Elas estavam à minha espera no setor infantil. Quando cheguei, as duas colocaram as mãos no trabalho.
 Sob minha orientação, elas começaram amassando as folhas de jornal, uma por uma. E, aos poucos, elas foram ganhando forma.
 A Tonha (como é, carinhosamente, chamada por nós) parecia uma criança brincando de amassar folhas de papel que, aos poucos, foram ganhando forma.
 Ajeita daqui, ajeita dali... E não é que surgiu um corpo!
 Agora já temos um corpo com cabeça!
 Aos poucos, o presépio foi ganhando os seus personagens!
 A Tonha estava firme. quase trincou a língua!
 A Viviane chegou depois, e ficou surpresa com o que viu.
 A Mary deu uma passadinha para ver a grande mesa repleta de folhas de jornal, mãos trabalhando, bolas de jornal virando novas cabeças... A Tonha se revelando uma grande artesã, não só das palavras.
 Uma paradinha para uma pose!
 Ao final dessa manhã de primavera, último encontro de 2013, nossas mãos estavam assim:
Vivenciamos uma manhã de troca de experiências ligadas à arte de dar forma às coisas que irão parar no lixo. Depois de lavar as mãos, fomos almoçar. O dia, lá fora, estava sendo banhado pelo Astro-rei.

DEPOIS DO ALMOÇO
RODADA DE HISTÓRIAS

Aparecida Facioli abriu a roda de histórias com um conto de sua autoria, cujo título será revelado no dia 30 de outubro de 2014, com o lançamento do primeiro livro do grande grupo.
 O conto fala sobre o encontro de um gambá e uma toupeira, resultando numa grande e sincera amizade.
 Dois animais exóticos, atrapalhados e muito engraçados. As crianças riram, se divertiram com os dois.
 Olha a Andrea Dias, encantando as crianças com a dona raposa!
 Plateia atenta!
 Dona raposaaaaaaaa... Outro título a ser revelado no livro do grupo.




 Senhor galooooooooooo....


 Depois da dona raposa, veio a mamãe cabra!
 História com interpretação cênica: O lobo e os sete cabritinhos!
 Quem bate?
 Depois que o lobo caiu no poço e sumiu, veio a Tonha com a Tartaruga Tatá, conto de sua autoria - editado e lançado anteriormente.

Após a roda de histórias, o Boitatá entro em cena para fechar a roda.
 As crianças foram as encarregadas de fazerem a última dança, conduzindo o bichão.
 Foram tantos que entraram no bichão, que perdemos a conta.
 Primeira volta!
 Era aquele que mais podia entrar nele. Foi uma só festa e som na caixa!
Segunda volta, com mais crianças dando vida ao Boitatá!

 O Boitatá é bicho de arrepiar...
 Hora de deixar o bichão descansar.
 As crianças experimentaram a arte de manipular bonecos - um bonecão que ficou na memória de cada uma delas!
 Das 14h às 16h, essas crianças puderam alimentar o seu imaginário. Levar com elas, uma lembrança que, por muito tempo, irá alimentar o campo simbólico de cada uma. tudo estava estampado em cada olhar, em cada toque, em cada palavra...
 Ao final, só nos restou agradecer a esse público tão sincero e fiel: OBRIGADA!!!
 cRIANÇAS,
 SEM VOCÊS, AS NOSSAS HISTÓRIAS NÃO EXISTIRIAM!


 A Vó Dora, sentadinha, estava se recuperando de uma cirurgia de vesícula. Por isso, não narrou suas belas histórias.
E as professoras das crianças, carinhosamente, levaram uma lembrancinha para nós.
SOMOS GRATA PELO CARISMA DE VOCÊS...
  
MOMENTOS ASSIM, SÃO ÚNICOS!
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Depois da saída das crianças, às 15h30, subimos para tomar café, e voltamos à montagem do "primeiro presépio de materiais alternativos", montado na Biblioteca Pública de Santa Catarina.
 Andrea estava feliz, ajeitando a gruta do nascimento do menino Jesus, na Ilha de Santa Catarina.
 De repente, o inesperado acontece. Andrea inicia um recital poético, enquanto vai se vestindo de Maria, sem macular a sua história.
 As pessoas que por ali passavam, param para ver a cena que nos emocionou. Elas ouvem a narrativa de Andrea. Suas expressões são de tocar qualquer; de fazer o público sentir-se diante do maior acontecimento milenar;
O momento em que Maria sente as primeiras dores do parto. Algo jamais visto e nem falado, antes!
 Após o surpreendente recital, Andrea inicia a montagem do presépio, colocando o primeiro personagem em cena.
O anjo Gabriel!
 Depois do anjo, vem Maria! Deu para ver o brilho e a emoção nos olhos de Andrea ao contemplar uma imagem tão simples. Porém, para quem estava vivenciando esse momento único, foi emocionante. As pessoas passavam e não conseguiam seguir em frente sem parar para olhar e viajar no tempo.
 A Tonha estava repleta de emoções que se espalhavam ao seu redor. Dava para sentir de longe, a felicidade retratada no seu corpo inteiro. Para ela, assim como para todos que paravam para ver o que estávamos fazendo, as imagens moldadas em papel, sem olhos e bocas bem delineados, diziam tudo que o coração precisa sentir, sem a necessidade da beleza material. A simplicidade externava o belo.

 A nossa Luciana Bianchin, também foi nos auxiliar no que pode. Ela sempre está presente, quando consegue estar entre nós. É a nossa pimpolha querida. Até o guarda da Biblioteca foi nos ajudar. Ele ficou surpreso com o resultado da nossa criação literária em papel. Nos falou que nessa noite, estaria bem acompanhado.
 E a nossa Andrea continuava dentro da gruta, ajeitando Maria, José, Jesus e os três reis magos. Ela parecia não querer mais sair da gruta.
 Esses três estavam encantados com o que viram surgir de um montante de jornais que iriam para reciclagem. 
 E o anjo Gabriel, onde ficaria, na entrada da gruta ou nos fundos, contemplando o menino Jesus?
 Ficou nos fundo!
 Apagamos as luzes do ambiente, deixando somente a iluminação dentro da gruta.
Com o adiantar das horas, esquecemos de moldar a vaquinha e o burrinho, mas valeu a intenção e a ação!

 A nossa leoa Saray Martins, chegou e foi ficando bem à vontade. Olhe a expressão dela ao ver o presépio montado!
 Andrea, finalmente, saiu da gruta, trocou de roupa. ela estava inteiraça para enfrentar mais uma jornada - a oficina de literatura infantil, que já havia iniciado às 18h30!
 Olhe só a carinha de cansada da nossa querida Leoa!
Depois desta foto, descemos para o auditório, onde a professora Beatriz Varges, já havia iniciado os trabalhos da oficina que, ela ministrara voluntariamente.

 A Tonha foi a primeira a descer. Nossa Antonieta é uma parceirona. Desejamos que ela fique sempre conosco!
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 A professora Beatriz, especialista e mestre em literatura infantil, é amante da arte literária. Ela costuma falar nas oficinas:
 "- Não sou uma contadora de histórias. sou uma leitora!"
 Então ela inicia a oficina, trazendo os seus ensinamentos relacionados à arte de ler e contar histórias em sala de aula, com recursos materiais.
 na medida que vai repassando os seus conhecimentos, de forma lúdica, ela vai encantando ao mesmo tempo que todos vão aprendendo.
 Suas aulas são dinâmicas!
 História de Bia!
 Depois da Bia, o grupo foi levado à uma dinâmica bem diversificada. O grande grupo foi dividido em pequenos grupos, e cada qual recebeu uma tarefa a ser desenvolvida e apresentada.
 Só estava faltando três integrantes do Grupo boca de Leão: Evandro, Luiza e Idê.
 Depois da técnica de preparação, era hora de cumprir as tarefas.
 Os pequenos grupos conversaram entre si, exploraram o material entregue pela professora, planejaram que estariam apresentando, ensaiaram...
 Tiraram suas dúvidas...
 As equipes foram se organizando.
 Trocaram ideias.
 Tudo precisava estar bem compreendido entre as equipes.
 Todos precisariam retratar, por meio cênico, o que estava no papel: imagens, textos, frases...
A primeira equipe a se apresentar, foi o grupo da Andrea.
 Andrea (de meia listrada), Luciana, vó Dora e Antonieta.
 


 Tenta daqui, tenta dali...
 Agora deu certo!


O bicho era bem grande. Tinha rabo e era bem comprido.
 Depois da primeira representação, uma parada para ver se o grande grupo conseguiu identificar o que estava sendo retratado. Depois veio a segunda representação.
 Este é um animal com chifres. O que será?
 Terceiro grupo. Este eu seu do que tratava.
 O homem das cavernas, sai à caça, enquanto sua família fica em casa à sua espera.
 No caminha, ele encontra um grande animal feroz - um búfalo.
 É um homem corajoso e muito forte. Ele domina e sacrifica o animal, levando-o para casa.

 Não foi difícil de identificar o tipo de cena. Mas, ter que representar um homem das cavernas, isso sim, não foi tarefa fácil.
Na Oficina Literária Boca de Leão, é assim: não se chega à criação antes de passar por algumas etapas, que fazem parte do processo criativo.
 E a professora Beatriz leva o grande grupo à reflexão da arte de ler, contar e retratar uma história. Seja em forma de imagens sem movimentos, com, ou sem textos.
 Nossas capacidades de ler, olhar, sentir, imaginar e interpretar, resultam num conjunto de habilidades indispensáveis ao nosso crescimento, inerentes a todos. Tanto para quem conta, quanto para quem vê e ouve.
 Quarto grupo!
 Elas utilizaram vários elementos:, som, barquinho de papel, lápis, caneta...
 O grande grupo aprendeu que, as histórias são lidas, são escritas por meio de palavras e formas. De mil jeitos!
 E quando ficamos diante de uma imagem como esta, quanto temos para ver, refletir e ler nas entrelinhas, por exemplo, deste botão de rosa, das mãos que a segura, do sorriso dirigido a você, do que se passa nos fundo de uma imagem qualquer...
 E dos braços que abraçam... Você já pensou em tudo isso?
 Depois do encerramento dessa oficina, as pessoas, como Maryane e sua filhota Maria Júlia, que não deixaram a pressa de chegar em casa, atrapalhar o instante de despedida, ficaram para apreciar o presépio, conversar um pouquinho mais, e serem fotografadas na frente da gruta projetada para o Natal de 2013, na Biblioteca Pública de Santa Catarina. Um momento único na vida de quem ficou até as portas se fecharem.

 

 Amigos e amigas queridas, ficamos gratas por nos permitirem registrar estes acontecimentos, desfrutando da companhia de todos.
Assim encerramos as atividades de 2013, no dia 12 de novembro, um dia cheio de histórias.