terça-feira, 27 de maio de 2014

ENCONTRO BOCA DE LEÃO - 16 DE MAIO DE 2014

Momento de criação!

Quando escrevemos somos um narrador silencioso. Então, feito um artista plástico, desenhamos e pintamos o enredo, emprestamos o nosso corpo interior, o nosso coração e as nossas emoções às personagens. Porém, nesse momento, é preciso desligar o relógio  e pular de fora para dentro. (Bruxa da Mata)


PAUTA PARA A ORGANIZAÇÃO DO CICLO DE APRESENTAÇÃO DO ESTUDO LITERÁRIO
CONTOS DE MARINA COLASANTI
“A Menina Arco-íris!”

1° Momento – Após as Boas-vindas a todos, foi repassada as informações sobre o preenchimento e a importância das fichas cadastrais e do recadastramento de quem está conosco desde 2012, incluindo a declaração de autorização de uso de imagem.

2° Momento - Com todos reunidos em círculo, sob a coordenação de Claudete da Mata, deu-se inicio à leitura do conto a MENINA ARCO-ÍRIS, seguido da apresentação do Roteiro de Imagem, onde todos interagiram contribuindo com a análise feita por Natália que trouxe seu roteiro preenchido.




Natália Rigo abriu a roda de análise com a leitura do "roteiro de imagem" entregue no encontro de 11 de abril. Roteiro que estaria auxiliando o grupo na organização de suas leituras.
 LEITURA DO ROTEIRO DE IMAGEM
"A MENINA ARCO-ÍRIS"
(Marina Colasanti)

* A força das palavras em Marina Colasanti? Poética. Rica. Intencional e plena. As palavras e períodos são breves, mas cheios de significados.
* Como a autora expõe suas ideias? Partindo de uma forma peculiar de escrever o texto, apresenta uma linguagem bastante poética e com conteúdo implícito.

* De que forma ela constrói o enredo, sem deixar de lado a leveza exigida no gênero proposto? Numa complexidade equilibrada da sequência de palavras, de ideias e de imaginações.

* Definição do gênero:
Gênero conto, creio eu. Infelizmente, ainda não tenho muito conhecimento sobre classificação e categorias dos gêneros literários. Não sei como são divididos e ainda não conheço os autores que, porventura, propõem uma classificação. Se puderem indicar alguma bibliografia que traga isso agradeço muitíssimo. Penso, no entanto, que seja algum gênero que corresponda a um caráter poético e fantasioso da história.

* Como ela retrata as situações trabalhadas...? Retrata de forma descritiva, mas sem excessos. É sucinta, porém é leal com sua intenção. É certeira nos períodos simples, curtos. São poucos os parágrafos longos. A linguagem é poética, incomum.

* Existe a exposição de assuntos contemporâneos? Quais?
Acredito que sim, pois ao meu ver ela aborda questões atemporais, como a relação entre mãe e filha, imaginação infantil, criatividade e o poder fantasioso de criança, felicidade (entendida por mim nas cores) e como ela pode ser facilmente compartilhada, pureza, alegria e vida nas cores.

* Ousadias da autora no seu processo de criação do conto:
Pensando em uma leitura da história realizada por crianças talvez algum termo ou outro que o leitor possa desconhecer, também a construção do texto e a ordem sintática estabelecida que traz uma razoável complexidade para a leitura e, talvez, narrativa. Imaginação e muita imaginação. Fantasia, criatividade para colocar em diálogo tantos personagens, para cruzar tantos locais e situações, capacidade de prender o leitor na história. A estrutura da história e do enredo, ou seja, a sequência dos fatos como eles acontecem de modo a levar a leitor conseguir enxergar Virgínia de longe, na mesa com o leite derramado... 

* No seu todo, o que a história nos revela? A capacidade de se compartilhar uma felicidade pura, uma alegria. A habilidade inata de talvez uma criança conseguir despertar nos adultos sentimentos positivos, vida...

* Quais são os elementos mágicos utilizados pela autora? Ao meu ver elementos mágicos empregados foram aqueles que a autora se valeu para conseguir fazer o leitor (no caso eu, leitora) a estar envolvida em duas histórias ao mesmo tempo: o sonho de Virgínia e o que na "vida em si" havia acontecido.

* O conto serve para ser trabalhado na narração oral, na mediação do livro e da leitura com o público infantil? Coloque a sua visão! Acredito que sim. Penso, no entanto, que por conter uma estrutura textual um tanto complexa e incomum, o narrador precisará estudar muito para preparar sua narração. A mediação do livro pode sim ser realizada, perfeitamente, desde que feita com responsabilidade procurando observar a riqueza da história.

* Minha opinião sobre Marina Colasanti e o que consegui perceber do seu estilo de criação literária: Um estilo poético de escrita, absoluto domínio da forma escrita para a linguagem literária, peculiaridades de ferramentas para envolver o leitor na escolha do tema, no enredo, nas características dos personagens e suas relações.

* O que mais gostei da história: Gostei de tudo. O que mais me encantou foi o enredo, a história em si e como ela foi exposta.

* O que não gostei da história: Nada. Gostei de tudo. Amei. Não gostei apenas do fato de eu não ter compreendido a história na primeira vez que eu li. Talvez falte hábito mesmo de leitura de textos desse gênero. Mas, encaro isso como um estímulo para continuar lendo esse tipo de história e mais obras da autora para conhecê-la melhor,

* O que esta leitura representou para mim, enquanto escritora e leitora?
Que é possível criar uma obra rica, leve, pura e que emociona e toca o leitor em sua mais profunda essência e infância. Mas, que para um escritor chegar a essa habilidade com as palavras talvez leve longo caminho de estudo a ser percorrido e, claro, regado de paixão pela leitura e escrita.

* À quais reflexões o texto me levou?
As reflexões foram inúmeras. O quanto um texto pode trazer inúmeras inferências para um leitor, o quanto um texto pode ser perfeitamente possível para qualquer leitor e em cada leitor fazer um sentido e ter um significado (função essa da literatura enquanto arte). Reflexões acerca do texto e sua constituição peculiar, poética. Da criatividade do enredo, dos personagens. Reflexões da forma como essa história poderia ser narrada em língua de sinais, uma vez que infere (inferiu ao menos pra mim, enquanto leitora) dois cenários e situações distintas numa mesma história. Reflexões sobre a escolha dos termos empregados pela autora, entre outras...  (Natália Rigo, integrante (iniciante) da Oficina Literária Boca de Leão)
Sob a orientação da Ministrante, o grupo prosseguiu com a análise do texto da Menina Arco-íris, de acordo com o número de leitores presentes.
O Roteiro de Natália levou o grande grupo à inúmeras reflexões sobre cada item relacionado ao texto em análise, o qual ainda estará sendo trabalhado em grande grupo, no encontro de 13 de junho.
 Após a leitura de Natália, Aparecida Facioli que fez a leitura de sua reflexão - um texto único. As demais foram se encontrando dentro dos roteiros apresentados, mas estarão mostrando as suas tarefas no próximo encontro (junho).
3° Momento - Abriu-se espaço para as discussões, revisões de ideias, onde todos puderam tirar suas dúvidas, fazer os seus questionamentos e aprender que o processo de criação literária vai muito além do simples ato de escrever.  

Natália enviará por e-mail, os seus levantamentos pós-leitura, escritura do roteiro e anotações do estudo em grupo.

OBJETO DE INSPIRAÇÃO LITERÁRIA!
4° Momento – Foi colocado esta chave à mostra, sem passar de mão em mão.
 Após o tempo de observação do objeto exposto, cada integrante recebeu uma folha em branco e na sua margem superior, foi solicitado que escrevessem uma palavra inspirada pelo objeto. Em seguida, após orientações para o processo de criação literária, todos iniciaram a elaboração de um mini conto, tendo somente 5 minutos para tirá-lo do imaginário e coloca-lo no papel.

O tempo assustou alguns, mas todos conseguiram tirar seus contos do imaginário. Após a conclusão da tarefa, foi feita a leitura de cada produção que foram entregues à coordenação do grupo, para serem trabalhadas no próximo encontro.

Contato: claudete_tm@hotmail.com