domingo, 3 de agosto de 2014

DIA 24 DE JULHO - ANIVERSÁRIOS DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO!

Falar sobre o fazer literário do Grupo Boca de Leão, sempre me emociona. Dizer que o grupo iniciou em 2012 um tanto acanhado, com medo de falar, de contar histórias, de escrever as suas memórias, de inventar e reinventar o universo imaginário, de criar novas formas de brincar no mundo...

Passaram-se 2 anos e todos já conseguem ver o quanto cresceram, de tanto que já conquistaram. Já estão com dois livros prontos para serem editados, basta que se encontre um ou dois patrocinadores. Esta será mais uma vitória a ser conquistada amanhã!

Novos integrantes, aos poucos estão chegando e colaborando. Vejam:

Achados...
Quando os dados, antes de serem lançados, rodopiam dentro da palma da mão, escorregam para o tabuleiro de forma diferente, são lançados. Nada como um exercício de escrita criativa para corrigir uma gralha! (Maria Sônia Souza)
E cada novo integrante vai colaborando com o crescimento de todos. Por isso me emociono tanto!
 Há dois anos o grupo estava assim, parecendo crianças a engatinhar, a levantar e iniciar os seus passos até acertar.
 O processo criativo foi sendo estimulado a cada encontro. E ainda continua sendo porque o grupo pede mais e mais.

Esta escritora (de costas) chegou tímida e hoje nos surpreende com suas belezas de contos.
Então criei a técnica de estimulação das escrita criativa por meio de elementos (imagens, objetos de uso pessoal, etc.), coisas ligadas ao cotidiano, capazes de convidar cada integrante para uma viagem pelo imaginário. Aos poucos os integrantes foram se encantando ao ver o quando são capazes de inventar e reinventar o mundo.
O menino Gabriel é outra revelação, sempre acompanhado da mãe, ainda muito tímida, porém sempre incentivando o filho na participação das tarefas.
 
Evandro, discreto como sempre, prefere criar contos e se dedicar à leitura. Atualmente, diz que está se preparando para a narração oral. Estamos esperando porque ele tem uma voz divina.
As meninas capricham no que fazem. Hoje, quando entram em cena, encantam a plateia com as histórias de autoria.
No dia 30 de abril, a nossa pequena contadora de histórias recebeu sua primeira medalha literária, pela Academia de Letras do Brasil, Seccional Santa Catarina/ADL, em Governador Celso Ramos/SC.
Mãe, filha e amiga sempre que podem, me acompanham nos eventos literários.
 
Luiza Abnara, nossa grande contadora de histórias encantou o publico da ADL/SC
 Emocionada, Luiza chorou aos receber sua primeira medalha. Até eu também chorei, por que não?
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Pelo carinho dedicado a este trabalho que nos nutre de boas energias. Sei que lá do alto muitos escritores e contadores de histórias, velhos narradores do imaginário, nos inspiram sempre e sempre alimentam nossas memórias, por isso sempre narramos as nossas histórias.

Dia 24 de julho de 2014 - Uma data especial!
 
O público começou a chegar a partir das 18h, quando Claudete, a coordenadora do evento abriu um momento de diálogo com o público dando a todos Boas-vindas!
 
Claudete falou um pouco sobre as conquistas da Trupe de Contadores de Histórias Boca Leão, ao longo desses dois anos. Depois iniciou as apresentações!
Foto 
(Todas as foto, assim como esta, a seguir são de Inês Carmelita Lohn)
Claudete (à esquerda) apresentou a nova integrante do Grupo Boca de Leão, a portuguesa Rita Teixeira (à direita) que, por sua vez, apresentou sua mãe e sua tia que vieram passar as férias em Florianópolis, na casa de Rita, na praia da Solidão, Sul da Ilha de Santa Catarina.
Rita, em seguida, foi preparar-se para nos brindar com uma de suas danças narrativas. enquanto ela se maquiava, Claudete fez a narração do primeiro texto do conto "As barbas do tio Alonso", da autora Emma King-farlow. 
Foi assim que iniciamos a Roda de Histórias:

A barba do meu tio Alonso
era tão vasta e graúda
que vivia nela enrolada
um montão de gente miúda:

um veterinário e seu coelho,
um doutor, um agricultor,
uma freirinha gorducha,
tinha até mesmo um ator!

Fosse minha a sua barba,
eu não gostaria por nada
que aquela gente engraçada
fizesse dela a morada.

Mas tio Alonso, ao contrário,
parecia apreciar:
"Pois me fazem companhia,
tenho com quem papear
e uma boa conversa
melhor coisa não há!"

E a esta história não vai parar por aqui, porque da próxima vez terei o tempo reservado para ela. Hoje foi apenas uma introdução para dar tempo à nossa contadora de histórias Rita Teixeira que abrirá, oficialmente, a nossa "Roda de Histórias" que, depois de sua "dança narrativa", outros contadores apresentarão as suas narrativas. Depois de alimentar os fios da nossa memória com as belas histórias que entrarão pela nossa porta, a partir das 19h prosseguiremos em outra sala onde nos espera uma mesa cheia de guloseimas. Tudo o que estiver sobre ela, será um grande banquete para avivar mais ainda as nossas memórias.

E agora com vocês a nossa contadora de histórias, Rita, a nossa portuguesinha que, em junho foi à cidade de Curitiba/PR para solicitar o seu visto de permanência no nosso Brasil, para integrar-se aos nossos grupos: "formação de escritores, de contadores de histórias e na qualidade de membro efetivo da nossa Academia Brasileira de Contadores de Histórias".
 Este foi o grupo de membros da ABCH que abriram os seus trabalhos com a primeira reunião em 18 de julho. O tempo era de chuva e o nosso típico "vento sul" da Ilha de Santa Catarina, a primeira capital do Brasil a funda a primeira Academia de Contadores de Histórias, cuja missa é perpetuar o contador de histórias, narrador oral, na preservação de seus multiplicadores, os narradores do universo simbólico, passando os seus conhecimentos às gerações presentes e, assim, sucessivamente. Entre nós temos a contadora de histórias, uma amante da arte teatral com bonecos contadores de histórias, Cristina Magdaleno, a qual recebeu de Marina Colasanti o direito de trabalhar com as suas criações literárias, livre do pagamento dos direitos autorais. Então, ela abriu a primeira reunião da ABCH com uma oração seguida da leitura mediada do conto "Uma ideia toda azul". 
Mas essa é outra história que será blogada em página da Academia.
Agora vamos à "dança narrativa" com Rita Teixeira.
Ao som de um apito tribal, Rita dançou, narrou e encantou a todos com sua arte.
Em seguida, foi a vez do contador de histórias e ator bonequeiro, Fernando Marcelo, com a narração cênica do conto "A Princesa e o Dragão."
  Depois de Fernando foi a vez da contadora de histórias Aparecida Facioli:
Cida narrou o conto de domínio público "Um Velho, um menino e um burro", um conto que arrancou risos e gargalhadas da plateia.
 
Cida cresceu muito na sua forma de narrar e se expressar em gestos e na ocupação do espaço geográfico.

Depois da Cida foi a vez de Luiza. Nesse dia ela experimentou uma maneira de narrar fora do seu estilo - preferiu narrar sentada, ao contar um dos contos do livro "Mitologia dos 4 Elementos".
Luiza Abnara é representante infantojuvenil da Academia Brasileira de Contadores de Histórias. Ela surpreendeu a todos com sua graça, competência, disciplina e a simplicidade de quem tem a sofisticação humana e existencial, condições próprias de quem consegue ser simples no seu modo de informar, narrar e encantar.  Luiza, com sua pouca idade, tem sido um exemplo de pessoa a caminho da prosperidade na arte de contar histórias.

Depois de Luiza, entrou Saray Martins com o conto de sua autoria "Quiquita, a porquinha que sabia pensar!"

 E a nossa "roda de histórias" continuou com a contadora de histórias Idê Bitencourt, com o conto de sua autoria "O Peregrino". Esse foi outro momento único, de mais uma revelação narrativa.

Em seguida, sem mais ninguém para continuar a "roda de histórias" até o nosso convidado chegar, como ando sempre com os meus figurinos para os atendimentos de emergência, vesti minha saia de contadora de histórias, um presente de Andrea Dias, e subi ao palco cantarolando:

Quem quer casar com a dona baratinha
que tem fita no cabelo
e dinheiro na caixiiinhaaa... 

Assim era a vida vida da Dona Barata.
Ela encasquetou que queria porque queria casar
para o mundo de baratas infestar. Por isso, lá do canto de sua cozinha ela ficava a cantar:


Quem quer casar com a dona baratinha
que tem fita no cabelo
e dinheiro na caixiiinhaaa...

Sem obter nenhum resultar com a sua cantoria, Dona Barata foi até o jardim falar com a dona Grila Crá Crá.

- Dona Grila, preciso de um favor bem grandão, desses que só a sua família pode fazer. Você sabe o tamanho do esforço que venho fazendo, cantarolando dia e noite à procura de um pretendente. Mas nada de ninguém aparecer. Estou desesperada sem saber o que fazer.

- Deixe-me ver, deixe-me ver... Você está me confundindo, já não sei o que fazer! - exclamou Dona Grila a sacudir suas minúsculas patinhas que mais pareciam dois pontinhos no ar.

- Dona Grila, é o seguinte, basta você levar a sua viola, mesmo sem saber tocar, leve toda a família para ajudar a grilar, cada qual no seu crá crá crá. Assim, tenho certeza que me aparecerá um bom pretendente - disse Dona Barata, já segurando Dona Crá Crá pelos seus finos braços correndo na direção de seu quarto, onde reuniu toda a grilarada: Dona Croa Crá, Sr. Cré Cré e seus filhos Cri Cri, Cró Cró, Crú Crú, seus primos e primas, tios e tias...

Foi assim que a cantoria recomeçou;

Quem quer casar com a dona baratinha
que tem fita no cabelo
e dinheiro na caixiiinhaaa... 

De repente, la na frente da janela da sala da Dona Barata, um pretendente aparecer:

 - MUUUUUUUUU... MUUUUUUUUUU... MUUUUUUUUUUU...

- Nossa, que voz é essa? - quis saber Dona Barata. E ao chegar na janela de sua sala, ela cruzou seus finos bracinhos sobre o parapeito da janela e falou com o seu jeitinho de barata:

- É você, Sr. Boi? Desculpe-me, mas com você não caso não... Não, não, não no meu colchão você não deita não. Imagine só, Dr. Boi que uma só fungada com estas suas ventas largas, nem é bom imaginar aonde irá parar a Dona Barata!

Dona Barata soltou um grande suspiro, voou para o seu quarto e começou a cantoria com Dona Crá Crá e toda grilarada.


Quem quer casar com a dona baratinha
que tem fita no cabelo
e dinheiro na caixiiinhaaa... 

A viola da Dona Crá Crá, já começando a desafinar, chamou para perto da casa um pretendente que foi logo chamando a atenção da Dona Barata, pelo som de seu vozerão.

- AU AU AU AU AU...

- Cruze, que latição é essa, será que meus ouvidos estão confundindo o som musical com esse AU AU AU...? Que abuso!

E mais uma vez lá sei foi a Dona Barata com seus minúsculos bracinhos cruzados a apoiar seu queixinho, falou mais alto que aquele AU AU AU:

- Não acredito, é você Sr. Cachorro? Veja bem, já dispensei o pobre do Sr. Boi e pelo mesmo motivo dispenso você também, é claro, vou mais além. Veja só esse seu coça, coça... Que coisa mais horrorosa. Coça na barriga, coça nas orelhas, coça nas costas... Não, não, não no meu colchão você não deita não. Imagine só se um filhote de pulga resolve em meu corpinho morar, pode imaginar?

E o Senhor cachorro saiu ganindo. Com o rabo entre as pernas, correu para o mato bem desanimado. Ele bem imaginou que, se fosse o escolhido, viveria uma vida de fidalgo só a comer filé assado. Pobre cão. Mal sabia ele que a sua pretendente, esperta que só ela, o dispensaria de sua janela. Sem ter muito o que fazer, Dona Barata chamou Dona Crá Crá e continuaram a cantoria:


Quem quer casar com a dona baratinha
que tem fita no cabelo
e dinheiro na caixiiinhaaa... 

De repente aparece no quintal da Dona Barata, outro pretendente.

- MIAUUU... MIAUUU... MIAUUU...

E Dona Barata, um tanto assustada, deu salto até o telhado. De olho colado numa fresta, Dona Barata ao ver que era o Sr. Gato, soltou um grito. Mas como toda fina donzela, foi até a janela.

- Sr. Gato, o que faz aqui, por acaso deseja casar-se comigo? Imagine só o senhor com suas garras afiadas, quando ficar ouriçado comigo, já era uma Dona Barata. Não, não não, nem boi, nem cachorro, nem você no meu colchão vai deita não!

Dona Bara passou dias e mais dias recebendo outros pretendentes. Cada um com seus tipo. Um relinchava, outro zurrava um fazia QUA QUA,  outro cacarejava... Até o príncipe sapo apareceu. E Dona Barata, toda arrepiada, começou a voar sem saber o que fazer. Com a vasta lista de pretendentes, nenhum caberia no se colchão. Só mesmo um baratão. Mas como, se onde ela morava, com tanta bicharada, só poderia haver naquele lugar uma única barata.

Desanimada, ela recolheu-se no cantinho de sua sala e dispensou a grilarada. Pobre da Dona Barata.

- Mas Dona Barata, tem certeza?

- Amiga Crá Crá, não há mais nada que fazer... Viu só os tipos de pretendentes que apareceram? Cruze! Prefiro a vida de titia. Pode ir, agradeço pela cantoria e todo o esforço da família, porém, agora preciso ficar sozinha.

Com a saída da dona CRÁ CRÁ, num silêncio de doer cada coração, Dona Barata soltou uma vozinha tão desanimada, que acabou atraindo para dentro de casa um pretendente, que mesmo sendo diferente, era quase de seu tamanho. Faltava pouco para caber no seu colchão.

Ele entrou e cantarolou alto feito um fidalgo:

Apaixonado sim
com tal loucura sim
vamos casar assim

vamos seguindo sim...

Você me aceita assim?

Somos românticos
e sintomáticos...
Apaixonados sim 
vamos casar assim...

Somos cafonas sim
nos aceitamos sim
vamos casar assim...

E que todos nos deixem em paz!

Era quem? O João Ratão, que ao finalizar a cantoria foi logo expondo as suas intenções.
 
- Opa! Dona Baratinha... O Dona Baratinha, é o seguinte, não se preocupe viu, vou cuidar da sua caixinha... Digo, da senhora e de sua casinha, viu dona Baratinha?
 Dona Barata, feliz que estava, deu ordens ao Sr. Ratão que fosse até a cozinha e desse ordem à cozinheira que preparasse o prato de seu gosto.
Ao chegar próximo do fogão, ele avistou a panela de feijão.
- O cozinheira, é o seguinte minha filha... Tá vendo aquele panelão? Então coloque nele muito feijão. e não esqueça de fazer uma grande feijoada com pé de porco, orelha de porco, carne de porco, rabo de porco... Hummmmmm... E não esqueça de colocar aquele pedação de queijo inteiro, visse?

Enquanto a Dona Barata estava preparada no salão da grande festa, a espera do noivo, entre o Padre e o Juiz de Paz, já um tanto desconcertada, preocupada pelo tamanho da demora de João Ratão, suas asas começaram a tremer.  Nesse momento entra a cozinheira correndo assustada.

- BUA BUA BUA BUAAAAA... Dona Baratinha! Dona Bratinha a senhora não vai acreditar, tem que parar o casório Dona Barata porque aconteceu uma desgraceira!!!

- Fale de uma vez sua alesmada e pare de choramingar, já estás me deixando atordoada, em pandarecos... Fale, fale!

E a Matilda, a barata cozinheira, ainda desatada na choradeira, continuo.

- Dona Barata, o Sr. João, antes de vir para cá, resolver conferir como estava a feijoada e quando se debruçou na borda do panela, veja o que aconteceu com o Sr. Ratão!  BUA BUA BUA BUAAAAAAAAAAAA...

Barata Matilda, com o Sr. Ratão pendurado, mais morto que assustado, sem um fio de respiração e da cor da feijoada, deixou a Dona Barata toda atordoada.
 
Mais que depressa, a noiva pegou o noivo e o encarou, já recomposta. Ao encher o ventre de ar, soltou o fôlego, parecendo um dragão com o rato na mão. Ela pensou feito um vento e convidou os convidados para outra cantoria  Dona Barata era uma repentista de desbancar até o maior flautista.

Com o Sr. Ratão ao alto, Dona Barata deu início à última canção:

Quem quer casar com a dona Baratinha
que tem fita no cabelo
e dinheiro na caixinha...

Que ficou noiva do Sr. Ratão
O rato que preferiu uma panela de feijão!!!

 Quem quer casar com a dona Baratinha
que tem fita no cabelo
e dinheiro na caixinha...

Que ficou viúva do Sr. Ratão,
aquele que preferiu uma panela de feijão...
 
E na presença dos meus convidados,
grito a todos os ventos:
 
Durma em paz neste panelão,
e tenha de companhia esta panela de feijão!
+
Aqui ja Sr. João Ratão,
aquele que  enquanto passeava pela borda do panelão
cobiçando a feijoada,
largou a Dona Barata lá no meio do salão.
 
E Dona Barata, com o rato na mão, largou ele inteirinho na panela de feijão. E sem ninguém esperar, ela convidou a todos para degustar a feijoada, com orelhas de porco, pé de porco, rabo de porco, costelas de porco e um rato bem gordo.

Dizem que foi a maior festança e antes de acabar a Dona Barata pôs-se a cantar.

 Quem quer casar com a dona Baratinha
que tem fita no cabelo
e dinheiro na caixinha...
Que está à procura de um belo Baratão,
porque depois dessa presepada
agora vai enfestar o mundo todo de baratas.
 
Desse dia em diante, passou-se a encontrar baratas por todos os cantos. Tem baratas morando até dentro do seu sapato. Se ele estiver com aroma de chulé.
 
(Releitura do conto da dona Carochinha, de domínio público, por Claudete da Mata - protegido pela lei de direitos autorais: LEI Nº 12.853, DE 14 DE AGOSTO DE 2013.)

 Após narrar o conto da Dona Baratinha, chamei ao palco o contador de histórias Sérgio Bello, que veio para estar conosco nesse momento único. Ele atendeu meu pedido ao narrar a história do "Pescador e os Gigantes".

 Bello gosta de narrar suas histórias, de preferência, sentado. Um modo que denota o seu estilo. Uma postura que nem sempre cabe a quem gosta, por ser uma tendência de quem sabe dominar os gestos (olhar, expressão corporal, caricatura vocal, domínio do espaço virtual...). O mesmo que acontece com quem pensa que fazer mediação do livro com leitura ao público, é mais fácil que narrar, pelo fato de poder acomodar-se numa cadeira e simplesmente ler. Ao contrário, ler também exige técnicas de interação do narrador/leitor com a obra do autor em contato com o leitor/ouvinte. Caso contrário, contar ou ler sentado, coloca em risco a imagem do narrador oral, pelo fato de não estar pronto para esses dois estilos.

Ao toque do "pim", pelo contador Sérgio Bello, encerramos a nossa Roda de Histórias às 19h.


Com o encerramento da "roda de histórias", com os contadores presentes pousando para estas fotos, ficou de fora a contadora que fez esta foto e os demais, que só conseguiram chegar após as 19h.

Ao findam do terceiro toque do "pim", fomos à sala da nossa festança, e com todos radiantes de tamanha felicidade, fomos direto ao singelo bolo, porém muito saboroso.
 
 Cantamos os "Parabéns pra você..."


 Apagamos a velinha...

 E ela ascendeu outra vez. então, num só coro, gritamos:

 "VIVAAAAA!!!"
 
Agora veio a minha vez de apagar a teimosa velinha. Que venha mais e mais anos pela frente, com SAÚDE E VIDA LONGA PARA TODOS - VIVAAAAAAA....
 Andra Dias, a Presidente da Academia Brasileira de Contadores de Histórias. abriu a segunda roda de histórias, enquanto rolavas a comilança.

 Depois estarei postando os vídeos!
De tamanha que fora a minha felicidade em ver um de meus sonhos ganhando mais e mais vida, na empolgação do momento, acabei cancelando o encontro do dia 25, deletei a palestra sobre "Literatura Infantil" com a Professora Clarice Fortikan Caldin. E, sem me dar conta do que estaria fazendo, na minha memória seria o encontro normal do Grupo Boca de Leão,  Infelizmente, no dia 25, estando eu me deliciando com os vídeos, o telefone tocou. Quem era? A palestrante que estava na Biblioteca à nossa espera e nada de ninguém aparecer, nem mesmo Eu. Na hora tive um piripaque - minha pressão arterial foi às alturas, passei mal e sem palavras que justificasse a minha falta (meu erro) e meu esquecimento de olhar na hora (do dia 24) a minha agenda, desatei a chorar, tendo que ser socorrida por meu esposo e meus filhos. O pior de tudo, foi que todos se lembraram da palestra, porém, ninguém teve coragem de falar ao pensar que eu também estaria lembrando da mesma. Outros relataram que ficaram sem jeito de falar.
Simplesmente, pedi perdão à professora Clarice, por telefone e não tive mais condições de falar. Espero que um dia ela consiga me perdoar!

(Texto de Claudete da Mata - contato: claudete_tm@hotmail.com ou (48) 9600-6680)

Aos nossos leitores, deixo o nosso abraço leonino!