quarta-feira, 15 de outubro de 2014

DIA 9 E 11 DE OUTUBRO

DOIS DIAS MUITO ESPECIAIS!

No dia 9 de outubro estive com o Grupo de Poetas Livres, na Biblioteca Prof° Barreiros Filhos e hoje, onde uma turminha estava à nossa espera.
 
Primeiro foi a vez dos poetas se apresentar
Após o recital da primeira poetiza, podia-se ver o sorriso das crianças.
  E quando chegou a minha vez, entrei e narrei a "D. Baratinha".
No tempo em que os animais falavam, havia uma barata muito solitária...
Passeando num lugar deserto ela encontrou um cofre cheio de...
Tomando conta do cofre, ela teve uma ideia:
- Vou na casa da D. Grila e do Sr. Grilo...
Com todo este dinheiro, pretendente não me vai faltar...

Então ela começou uma cantoria:

Quem quer casar com a dona baratinha
Que tem fita no cabelo
E dinheiro na caixinhaaa...
Crianças, não é que o primeiro pretendente está lá fora a me chamar...
E D. Barata, com os seus inos bracinhos, chegou na janela e viu o Sr. Cachorro lá nos seu jardim a se coçar inteirinho, da ponta do rabo até o focinho.
- Sr. Carrocho, que coceira é essa?Imagine só o Sr. a se coçar... Não, não, não, nem é bom pensar...
Não, não, não no meu colchão o senhor não dorme não.
O Sr. Cachorro se foi e depois dele um outro pretendente apareceu...
Era o Sr. Gato...
Depois do Sr. Gato correr pro mato, algo começou a roer lá na beira do telhado...
 
Passeando pelos quatro cantos do mundo, D. Baratinha...
 
 Depois de ter sido pedida em casamento pelo Sr. Cachorro, o Gato e outros pretendentes, foi a vez do Sr. Ratão...
Sr. Ratão, o que faz aqui?
Dona Baratinha me escute...
E o guloso Sr. Ratão, no lugar de casa prefiriu mergulhar no panelão de feijão...

Dia 11 estive em Biguaçu, no Lar Chico Xavier, onde narrei três histórias: "Dona Barata", "A Libélula encantada" (autoria de Luiza Abnara, do Grupo boca de Leão) e "Velho João, o filho da bruxa" (minha autoria). 

Antes de entrar no Lar, conversei com Viviane Lopes sobre os tipos de histórias que eu poderia estar narrando e fui informada que não havia restrições. então fiquei bem tranquila e quando cheguei lá, conversei com os ouvintes e dei início às três narrativas.

Ao final, fui surpreendida com a fala de cada ouvinte. Meninos e meninas, ao me abraçar forte, falaram com os olhos brilhando:

- Tia, muito obrigado pelas histórias. Eu gostei muito. Volta mais vezes.
- Tia, amei as tuas histórias. Obrigada!
- Tia, sabias que nunca ninguém veio aqui contar histórias pra nós?
- Eu quero que você volte mais vezes, volta?
- Eu nunca ouvi aquelas histórias... Foi tão bom ter você aqui. Volta outro dia pra contar mais histórias pra gente.
- Foi tão bom ver a Dona Baratinha e o ratão. Volta outro dia pra contar mais histórias, até as de bruxa que eu gostei muito.
- Eu goste de entrar na história contigo. Vem contar mais vezes pra gente.


Os pedidos e os agradecimentos foram muitos e muitos, que fiquei com vontade de ficar com todos. 

Uma adolescente chorou de emocionada que ficou ao receber um dos meus abraços e me agradeceu com um sorriso até os brincos das orelhas.

Uma bebezona chamada de 1 ano e quatro meses, parecendo ter 2 anos de tão comprida e forte, conversou comigo e segurou minha mão com um sorrisão lindo. E outra de 2 aninhos, falou:
- Tia, dotei da histora!

Os meninos adolescentes, me abraçaram carinhosamente.

Não resiste ao ver tantas pessoas carentes de amor, porém muito bem educadas e solícitas, que antes de sair beijei e abracei um por um. Saí de lá com minha cabeça fervilhando de ideias para, assim que minha filha retornar de SP, colocá-las em prática. Junto, desejo levar outras pessoas para fazer a alegria daquelas crianças e adolescentes, até mesmo das pessoas que cuidam delas, voluntariamente.

As pessoas que lá estão cuidando desses órfãos, dão a eles um carinho que ainda não vi nos demais lares de crianças e adolescentes desprovidos de amor paternal e maternal. Todos estão de PARABÉNS pelo desprendimento que poucos conseguem oferecer. Inclusive Eu!

Faço este relato sem foto, porque tudo ficou fotografado no meu coração.

Claudete Da Matta