terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O PEQUENO OURIÇO!



Queridos leitores, há quem possa pensar: "Por que será que a Coordenadora da Oficina Literária Boca de Leão não está postando as produções do grupo, seus eventos do mês de outubro, novembro e dezembro, ao invés de postar estes filmes? Acabou a criatividade?"

Nada além do prazer de resgatar algumas narrativas retratadas de maneira fantástica, que há anos venho narrando sem saber de onde elas vêm , mesmo sabendo que elas não conseguiriam assumir o lugar de todos os acontecimentos que envolveram o Grupo Boca de Leão, ao contrário, estou organizando todos os relatórios dos meses citados, suas fotos e filmagens. São muitos dados a serem refletidos, estudados e reformulados para que vocês possam ter um material a ser compartilhado.

Os filmes postados fazem parte da coletânea de contos da tradição oral europeia, que venho catalogando há muito tempo. O filme do Ouriço, por exemplo, é uma história que ouvi por meio de uma narradora da Universidade Federal de Santa Catarina, quando fui até ela e perguntei sobre a sua origem, sem uma resposta assertiva, decidi fazer uma releitura dele há mais de 8 anos, cuja recriação fará parte das narrações de meu livro a ser editado em breve. Nele, sem saber do contador de histórias que narra este filme, criei uma personagem bem parecida, a Tia Marixa, uma velha contadeira de histórias - assim conhecida pelas crianças e adultos da vizinhança que sempre a procuram para saber de objetos perdidos, amores que se foram... E ter momentos de alegria com suas narrativas do "arco da velha". Ela tem o Puff, um cão preto que adora ouvir histórias. Ao redor dos dois, fica um grupo de crianças muito perguntadeiras. São crianças com nomes estranhos e de quase todas as raças. Tem até um "menino lobo". Gosto de narrativas com gente que se metamorfoseiam em coisas impossíveis e quase reais, onde os animais nem sempre aparecem como seres sem imaginação, parecidos com muitos seres humanos, mas que os surpreende pela capacidade de ver o mundo ao seu redor.

Minhas descobertas estão acontecendo e alimentando ainda mais o meu universo simbólico. Na medida que os encontro, algumas narrativas são salvas como rascunho e outras são compartilhadas com vocês para que não se perca a magia dos contos da literatura oral, heranças da nossa ancestralidade, do nosso processo de criação do inimaginável, do nosso desejo de ser, de fazer e de estar no mundo... Ou você já viu próximo de sua casa, famílias tão complexas como essas que "El Narrador de Cuentos" nos mostra sempre acompanhado do seu amigo fiel, o cão da época em que os animais também opinavam, já viu? Se viu, compartilhe conosco deixando a sua mensagem.

Em 2015 estarei de volta com todos os relatórios do Grupo Boca de Leão.

TENHAM TODOS UM NOVO ANO REPLETO DE PAZ, SAÚDE, MENTE SAUDÁVEL E MUITA PROSPERIDADE!

Autoria: Claudete T. da Mata - últimos dias de dezembro de 2014.