segunda-feira, 15 de junho de 2015

13 de Junho, há 57 Anos!

57 ANOS ANTES!
Espero que a minha chegada neste Planeta tenha sido motivo de felicidade, principalmente, para os meus pais.

57 ANOS DEPOIS!
Agora volto para continuar a contar.
No dia 13 de junho de 2015, em Santa Catarina, Bruxa da Mata, que neste dia faz aniversário, há 3 anos encontrou um filhote de leão, o alimentos, trouxe para sua companhia outros leões que ainda continuam juntos dela e dele. Todos vivem felizes.

Neste dia 13, festejamos com uma mesa cheia de alegria, felicidade, saúde e tudo o que antes a gente não tinha.
VIVAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA...

Foi numa noite de Lua-cheia, deste mesmo dia, na década de 1950, nasceu uma menina.

A menina cresceu entre dois irmão: o mais velho e sempre companheiro e a mais nova, uma chorona que não suportava divinada com os dois irmãos, principalmente com a irmão do meio. Assim, entre momentos felizes e gritos tristes, os dois cresceram ao redor da menina que, mal começou a falar e interpretar o mundo, era chamada de "bruxa"pelos familiares e os parentes. 

As pessoas mais velhas não entendia a falta de medo da menina. Ela não tinha medo de uma coisa que é o terror de todas as crianças: Bruxas. Também não tinha medo de andar no escuro e nem de dormir sem conseguir ver um fiapo de luz. O que ela não suportava, era dormir com o quarto iluminado. 

Diziam, nesse tempo da meninice da bruxa, o seguinte:

- Casa boa é aquela que não dorme cá luz apagada. Escuro dentro das casa, é convite de bruxa. Casa que dorme no escuro, dexa tudo desprotegido. E, as criança são as que mais sofre.

Assim a menina passou a ouvir dos mais velhos, gente muito simples e pacata, que vivam com estes comentários, sempre na chegada da noite. Se era noite de Lua, eles repetiam sem parar.

E, a menina sempre atenta, com estes comentários a se aninhar em sua mente inventiva, preferia brincar sozinha com as brincadeiras que pulavam de sua cabeça. Era muito engraçado porque ela soltava gargalhadas que assustavam as pessoas grandes e afugentavam as pequenas. Mas ela não percebia. O que a menina queria, era Viver o seu Tempo e continuar ver o mundo saltar pelas pontas de seus dedos, depois de serem inventadas na sua cabeça. Ela não parava para entender o que fazia. Era tudo muito natural.

O tempo, no seu toc, toc, toc, toc... prosseguia ininterrupto.

TOC, TOC, TOC, TOC...

E a menina, na sua simplicidade, seguia todos os toc, toc. Seus dedinhos pareciam nervosos. Não sabiam o que, de repente iria sair deles. As palamas de suas mãos viviam, geralmente, ocupadas. Ela suspirava. Cada suspiro da menina, era sinal de prenúncio. Algo sempre acontecia. Ela não sabia explicar, mas dizia:

- Eu sabia, eu sabia!!! 

Quando uma cegonha passava, lá nas alturas, a menina gritava:

- Cegonhaaaaaaaaaaa... Traz um monte de neném pra miiiiiiiiiiiiiiimmmmmmm...

Ela ficava a olhar o grande pássaro, até ele parecer entrar nas nuvens. 

Esta menina cresceu aprendendo a se defender sozinha. Ela parecia uma criança pacata. Como ainda dizem. O que muitos não sabem, é do seu jeito de olhar e viver o mundo, até hoje. Ela é um Ser inquieto, principalmente, quando observa as pessoas grande a fazer coisas só por ouvirem outras pessoas maiores que elas a dizer palavras bonitas. Mas a menina não se intimida. Só fica de olho a agarrar tudo o que passa ao seu redor. Se consegue aprender o que é interessante e levá-lo aos outros, ela se metamorfoseia numa esponja. Caso algo não lhe agrade ou tente arrancar-lhe do lugar, ela solve como exemplo que vira aprendizado daquilo que não lhe serve. E assim a Vida segue.

Agora a menina cresceu. Virou gente grande, mãe amada, filha atenta, tia querida, amiga dedicada, Ser humano desobediente, pessoa curiosa, gente grande teimosa... Mas ainda dizem que ela é bruxa.

E quando perguntam a ela:

- Você acredita na existência das bruxas?

Ela sempre repete:

Acredito na existência das bruxas. Pra mim, bruxa não é feiticeira, é um Ser bom, mesmo que digam o contrário. Nunca tive medo delas. Tanto, que sempre gostei de dormir no escuro e nunca acordei com o meu cabelo enleado, com um só nó. As bruxas nunca me fizeram mal. Só as pessoas feiticeiras fazem mal aos outros. As bruxas são curandeiras, tecelãs de rendas, brincalhonas do imaginário. Eu gosto, me divirto ao ver uma pessoa grande se assustar com as minhas gargalhadas. As crianças se divertem, mesmo que o medo faça cócegas nas costas delas. Medo de bruxa só não é bom quando as pessoas grande usam a bruxa como meio de impor a ordem quando não conseguem ser ouvidas. Então, as bruxas são usadas por estas pessoas de má fé, que saem a assustar crianças.

Bruxas não assustam. Elas só mexem com o nosso imaginário. E, uma cabeça cheia de ideias, consegue ir longe sem sair debaixo das cobertas.

Assim pensa, faz e vive uma bruxa que nasceu numa sexta-feira 13, de Lua-cheia. Todas as meninas, dizem as anciãs dos séculos passados: "Nascem nos dias de Lua-cheia. Os meninos vem ao mundo nas fases da Lua-minguante". Algo que sempre deixou a Bruxa da Mata intrigada. Porque, na mesma noite que ela nasceu, nasceram muitos meninos.

Para esta mulher que conseguiu ter o coração acordado 6 X, acredita que as meninas nascidas nas noites de Lua-cheia são mais sensível. Coisa de cabeça de bruxa. Uma bruxa cheia de ideias!

Agradeço a todos os Leitores da Boca de Leão!

Assinado: A Guardiã da Matilha criada por uma bruxa que AGRADECE A DEUS por tê-la feito nascer da barriga de uma mulher simples.

Claudete T. da Mata