quarta-feira, 22 de julho de 2015

10.07.2015 - PRIMEIRA APRESENTAÇÃO DO SEGUNDO PROJETO DA ABCH FORA DE FLORIANÓPOLIS - EM RIO DO OESTE/SANTA CATARINA/BR

A representante da Fundação Catarinense de Cultura, acompanhou as Acadêmicas da Academia Brasileira de Contadores de Histórias - ABCH, na viagem ao município de Rio do Oeste. Eliza fez a abertura da segunda apresentação do projeto "TEMPO DE HISTÓRIAS".
Junto de nós, estava em todos os momentos, a servidora da SEC de RO/SC, Adriana Ancini, que nos recebeu e nos acompanhou desde a chegada e saída de Rio do Oeste/SC.
A Secretária de Educação e Cultura de Rio do Oeste, Senhora Lilian Bonessi Grott da Silva, também esteve conosco e falou sobre o seu prazer de receber o projeto "Tempo de Histórias" da ABCH e sua importância na cultura dos munícipes presentes. 
 
Feita a Abertura do nosso "Tempo de Histórias"...
O "limão" vai entrar na roda! 
Roda do Limão
(Palavra Cantada, de domínio público)

O limão entrou na roda, o limão
Ele passa de mãe em mão, o limão
Ele vai
Ele vem
Ele aqui ainda não chegou, o limão...
Ele vai
Ele vem
Ele aqui ainda não chegou!!! 
O limão chegou na mão da Acadêmica Patrona da Cadeira 09 - Dora Duarte, que narrou um conto de sua autoria: "O Veleiro Azul". O conto versa sobre uma menina muito apegada ao pai, um pescador que vai ao alto mar e não volta. 
A menina, no seu desespero, cantarola a cantiga do "barquinho de papel" (de domínio público), depois lhe surge a ideia de cantar uma canção que pode trazer seu pai de volta. Então ela chama os vizinhos e todos que a conhecem.
 
É quando ela consegue reunir todos os moradores do lugar e começa a cantar uma canção que fala sobre a viagem do pai, sobre o mar e o "veleiro azul", numa melodia suplicante. Quando todos param de cantar, após repetidas vezes, surge o "veleiro azul".

Cristina Magdaleno Lopes, Acadêmica Patrona da Cadeira 08, foi a segunda da roda a receber o limão. Ela narrou a "Velha a Fiar" - palavra cantada, de domínio público. A entrada da narrativa cantada aconteceu com uma historieta de infância que fala sobre uma neta que amava sua vovó, mas que sempre se esquivava ao correr para abraçá-la - a vovó tinha uns fios de barba que espetava, tenha também o nariz com cabelos que saiam para fora. Mas a netinha a amava muito. Era a vovó quem cantarolava esta "palavra cantada" à menina, agora bem crescida e que sai a cantar a cantiga que aprendera com a sua vovó:
A Velha a Fiar!
Vamos lá?

Estava a velha no seu lugar, veio a mosca lhe incomodar.
A mosca na velha e a velha a fiar.

Estava a mosca no seu lugar, veio a aranha lhe fazer mal.

A aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava a aranha no seu lugar, veio o rato lhe fazer mal.

O rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava o rato no seu lugar, veio o gato lhe fazer mal.

O gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava o gato no seu lugar, veio o cachorro lhe fazer mal.

O cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava o cachorro no seu lugar, veio o pau lhe fazer mal.
O pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava o pau no seu lugar, veio o fogo lhe fazer mal.
O fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava o fogo no seu lugar, veio a água lhe fazer mal.

A água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava a água no seu lugar, veio o boi lhe fazer mal.

O boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava o boi no seu lugar, veio o homem lhe fazer mal.

O homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava o homem no seu lugar, veio a mulher lhe incomodar.

A mulher no homem, o homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava a mulher no seu lugar, veio a morte lhe levar.

A morte na mulher, a mulher no homem, o homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava a morte no seu lugar. veio a vida lhe incomodar.

A vida na morte, a morte na mulher, a mulher no homem, o homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha fiar.

Albertina Saudade Fonseca, futura acadêmica da ABCH, narrou a história de Sadako, a menina dos mil tsurus.
Passados todas as décadas pós explosão da bomba atômica, Sadako ainda é lembrada em todas as partes do mundo.
Após Sadako, entra "O Lobo a contar sua histórias" às crianças. Narradora Marinai Aparecida da Cunha, Sercretária Geral da ABCH. 
 Diz o lobo que tudo o que ele queria, era alguém que lhe arranjasse uma xícara de açúcar para sua mãe fazer um bolo bem gostoso. Como nenhum dos porquinhos quis lhe dar o que precisava, ele os comeu.
Narrei um pouquinho da história da "Barba do Tio Alonso", de Emma King-FarlowTio Alonso tinha uma barba bem vasta e graúda que vivia enrolada, um montão de gente miúda: "um veterinário e seu coelho, um doutor, um agricultor, uma freirinha gorducha, tinha até mesmo um ator!" 
O tio Alonso era mesmo fã de um bom papo. Ele gostava mesmo era da companhia dos miúdos, portanto, não cortava a barba de jeito nenhum.
A Vó aparecida Facioli levou para as crianças, o conto de sua autoria: "Zizinha", uma boneca que passou uma noite na companhia dos vaga-lumes, pendurada no galho de uma goiabeira.

No segundo momento do nosso "Tempo de Histórias", Tania Meyer, a Presidente Executiva da ABCH iniciou as apresentações com o conto de sua autoria: "Estrelita". A história fala sobre o encontro de uma menina cheia de curiosidades e muito inventiva, com um extra-terrestre. Os dois firmaram uma grande amizade. 
Vó aparecida retorna com outro conto de sua autoria: "O Peixinho Azul", que fala sobre a amizade entre dois meninos e suas travessuras descobertas na fase adulta.
O primeiro menino era Carlos. 
 Os aprontos dos meninos foram ao encontro dos meninos da plateia.
 As histórias encantaram as crianças.
Quando a acadêmica Mariani da Cunha entrou em cena com o "Bicho Folhagem", as crianças ficaram de olhos esbugalhados.
 O macaco foi de deixar a plateia só de bago de olhos.
 A onça se babando de vontade de devorar o bicho folha.
 A Vó Osmarina Maria de Souza, entrou a narrar sobre a sua "Vó Escrava".
 Crianças atendas à narrativa da vovó.
Ao final, Vó Osmarina jogou picadinhos de brilhantes sobre as crianças, como uma fada a jogar seu pozinho mágico sobre todos.
 
 A acadêmica Idê Bitencourt entrou com a "Chiquita", conto de sua autoria. é sobre uma cobra que adora comer ovos de marreca.
 Tem também uma coruja e um "quero-quero" protetores dos ovos da dona marreca.
 A acadêmica Dora Duarte retorna com um conto da tradição oral "O Sapo Cururu".
 Tinha até o Rei-Leão para tentar fazer com que o sapo parasse com a cantoria a agitar todos os moradores da floresta.
A contadora de histórias, Albertina S. Fonseca narrou o "Meu Amigo Mosquito", do livro em anexo. Foi um conto que encantou a todos.
 Por ultimo, entrei em cena com a Baba Yaga, lá da antiga Rússia.
 A Baba Yaga era uma bruxa que não suportava ver os súditos do tsar da antiga Rússia, felizes e aquecidos no gelado inverno.
 Ela roubava coração de fogo de todas as casa da antiga Rússia e fugia no seu pilão voador.
 Entrei no pilão da Baba Yaga e girei até o miolo da floresta, onde mora a bruxa da Rússia.
 
 Viajei até a Rússia. A floresta é muito sombria.
A casa da bruxa é bem quentinha. Mas tem cada coisa que é de desatar a memória.
 
 Depois das apresentações, os contadores foram homenageados com a música "La Bella Polenta", cantada pela plateia. 
 Antes da saída cheia de despedidas da plateia, as crianças e adolescentes fizeram questão de assinar o livro de presença da ABCH. 
 
 
 
 
 Depois de um dia cheio de surpresas e apresentações de encantar o povo das terras do Contestado de SC, agora vamos mostrar um pouco como foi a nossa saída de Florianópolis às 08h30 para Rio D'Oeste/SC. 
 Tania Meyer entregou a música de sua autoria: "Tempo de Histórias", para que todos pudesse cantar na abertura do evento.
 Cantamos muito durante a viagem. Foi lindo de ver, de cantar e de ouvir!
 Lá fora o Sol parecia acanhado. 
 Próximo da cidade destinada, já podíamos ver a beleza repleta de simplicidade - tudo muito especial.
 Segunda as parceiras de viagem, Eu parecia uma portuguesa lá das ilhas dos Açores.
 Será!
 Até a Cidorinha da Vó dora cantou e dançou durante a viagem.
 Vó Osmarina cantou e curtiu todos os trajetos da viagem. Não reclamou nem um pouquito.
Na chegada, uma parada para este registro histórico. 
 Se os animais voltasse a falar, seriam eles mais ousados que nós?
 Seríamos os únicos desejosos de registros? Ainda prefiro pensar que não somos os únicos seres cheios de desejos.
 Construção histórica.
 
 De tamanha felicidade, a Vó dora esqueceu a bengala.
 Está vendo a bengala da Vó Dora? 
 Todas encostadas num pedaço da nossa história. 
 Ao chegarmos no local da apresentação do nosso "Tempo de Histórias", uma parada para o aquecimento da voz.
 
Nossas idosas concentradas!
 As mais novinhas atentas ao aquecimento das cordas vocais. 
 Enquanto as meninas se aquecem, outras organizam as crianças. 

Posso encerrar este relatório cantando a primeira música de autoria de Tania Meyer, para a nossa ABCH:

O Contador de Histórias!

O contador de histórias
Ilumina a imaginação...

Conta um
Conta dois 
Conta três

Conta cada vez mais pra vocês!
(Tania Meyer)

Claudete T. da Mata