quinta-feira, 20 de agosto de 2015

OFICINA: FORMAÇÃO DE MEDIADORES DO LIVRO E DE LEITURA - COORDENAÇÃO: CLAUDETE T. DA MATA

No Dia 11 de Agosto, no período da tarde, a Leoa Natália Bueno, que vem se preparando para ser uma Contadora de Histórias e Mediadora da Leitura, mostrou o seu jeito natural de fazer leitura. Depois de ler o livro "Pula que Pula!!!", escritora Shirley Souza , da Editora Paulus que nos enviou 4 livros para serem trabalhados e apresentados nos eventos da OLBL, por meio da mediação de leitura e contação de histórias, dos quais Natália ficou com dois para ler e se apropriar do conteúdo ao conhecer as ideias da autora. Nossa Leoa começou com a leitura do livro infantil (por enquanto, não vamos revelar, antes da apresentação no dia 21 de Agosto, na BPSC, com a autorização da autora que vai estar conosco). Os dois livros infantis que serão mediados nesta sexta-feira, oficialmente, serão lançados no dia 29 de setembro/2015, Bairro Morro das Pedras, Sul da Ilha de SC, Florianópolis. Outros dois, um deles: Mundo real chamando, estão sendo trabalhados nesta Oficina de Formação de Mediadores, vão ser trabalhados com grupos específicos e interessados nas duas temáticas muito bem elaboradas para atender o público juvenil, também, os adultos que fazem parte de suas vidas - em especial, os Pais. Shirley Souza já escreveu mais de 38 livros publicados. Sua arte de escrever nos incentiva para ler, contar e mediar as suas criações, não só para crianças, mas também para adolescentes. A autora é escritora e designer gráfico.

No período noturno, com a chegada das demais leoas, alguns comentários sobre a arte de mediar o livro e a leitura foram tecidos, entretanto, partimos aos temas voltados à formação de escritores fazendo a mediação de leitura compartilhada dos contos criados pelas leoas a partir de elementos inspiradores. Cada uma leu a sua criação e cada qual deu as suas sugestões, já entrando no processo de análise e estruturação textual. Assim cada produção pode sair da mesa, pronta para a ultima revisão por um especialista em revisão textuais. 
Dia 11 de Agosto, a nossa Boca de Leão recebeu mais uma Leoa: Raquel S. Fachin - entre Natália Bueno (com o caderno de criação literária, a ler sua ultima produção feita na OLBL, e Idê Bitencourt a segurar o seu caderno de produções literárias, sobre os joelhos). Viviane R. da Cunha, está de costas e Aparecida Facioli a arrumar o cabelo.

O grupo está consciente da importância da revisão (leituras para correções gramaticais e temáticas inclusas na criação (análise e estrutura textual) que começa pelos princípios éticos do próprio autor. É assim que se forma o escritor consciente dos seus deveres com o tema levado aos leitores. Além de escreverem para si, escritores precisam saber escrever para o seu público alvo. A estrela do livro, não é o autor - nem mesmo o seu narrador, mas sim, a criação com o seu mundo próprio a viajar de mão-em-mão, a entrar pelo ouvido do pato e a sair pelo ouvido do pinto. Caso o autor não concorde em deixar a sua criação ter vida próprias, que escreva para si e fique a ler sozinho, que no lugar de vender livros, que os acumulem dentro de casa, que no lugar de compartilhar os fios da memória, que levar para o além todos os conhecimentos chaveados em baús intocáveis...

Na nossa Boca de Leão, o desejo de ensinar é tão valioso quanto o de aprender.

Nossos objetivos são conjuntos. Assim conseguimos levar o educador de neurônios às ideias centrais: Escrever para socializar os saberes e formar leitores assíduos e conscientes da importância do livro e da leitura no desenvolvimento humano. Outro desejo cheio de adeptos, é "ver a criança" se encantar com o livro por meio da  leitura, imaginar as personagens pular de dentro das histórias dos livros ao encontro dos fios de suas memórias em processo de crescimento, se divertir, chorar, arregalar os olhos, vivenciar uma história envolvente ao imaginar o que vê por meio do narrador, a encontrar o prazer na leitura do outro e depois ir à procura do livro para passar pela experiência de ser o leitor da história que ouviu e se encantou. Ao falar em encanto, me veio os contos de encantamento e lembrei de Marina Colasanti. Não foi que, ao dar uma olhada no meu Face, vi a publicação abaixo e venho compartilhar na nossa Boca de Leão.


Marina explica o que são histórias maravilhosas ou contos de fada (vídeo)

Histórias cheias de significados, que parecem sonhos mas tratam de realidades e sentimentos profundos da Humanidade. Marina Colasanti explica nesse vídeo o que são as histórias maravilhosas ou contos de fada. A autora acaba de lançar pela Global Editora o llivro MAIS DE CEM HISTÓRIAS MARAVILHOSAS, reunindo toda sua produção nesse gênero literário que não está preso a nenhuma época. 
Dia 18 de Agosto, na Biblioteca Pública de Santa Catarina, a Oficina Literária Boca de Leão, dentro do seu projeto iniciou a Oficina: Mediadores do Livro e da Leitura, já com grandes revelações a serem trabalhadas. 

Natália Bueno, futura acadêmica da ABCH, comentou sobre os dois livros de Shirley Souza: Pula que Pula!!! Como Natália vai estar em viagem nos dias 21 e 28 de agosto de 2015,  Dora Duarte, contadora de histórias, escritora e acadêmica da ABCH vai mediar esta preciosidade que vai povoar o imaginário do público, nestes dois dias, na Biblioteca Pública de SC.
As narradoras, agora integrantes da Oficina de Mediação do Livro e da Leitura, animadas com o aprendizado. Estiveram presentes nesse dia 18 de agosto, da direita à esquerda: Dora Duarte, Natália Bueno, Viviane R. da Cunha, Aparecida Facioli e Albertina S. Fonseca. 
Mediação do conto "Dona Aedes", autoria de Dora Duarte. 
Natália Bueno mediando o livro "Mundo Real Chamando". 

 “Eu estou aqui pra contar
De onde vim, pra onde vou.
Quero ver adivinhar
Qual o bicho que eu sou!”
Desafiar, imaginar e brincar é a proposta da autora Shirley Souza em seu novo trabalho, Pula que pula!!!. Com ele, os pequenos descobrirão, por meio de pistas e rimas, o universo de um sapinho e sua importância para o planeta.
”Sempre gostei de adivinhas, por isso pensei que seria divertido criar uma grande ‘charada’ com as características reais de um sapo. Destacando a habilidade de pular, misturei este animalzinho a outros que também pulam e fui fornecendo algumas dicas que, em certos momentos, são pontos em comum entre este anfíbio e algum outro animal”, comenta a autora.
Os versos, repletos de rimas, têm a característica do “o que é? o que é?”, recurso que faz o pequeno leitor desenvolver sua criatividade a partir dos diversos palpites. O objetivo é descobrir quem é o personagem principal.
Além disso, o livro chama a atenção pelas lindas ilustrações, pois complementam o texto e trazem ainda mais graça e diversão, transformando a obra em um verdadeiro convite para muitas brincadeiras.
Ao final, são apresentadas diversas curiosidades referentes à espécie, como as verdades e mentiras sobre o veneno do sapo, o que é um anfíbio, qual o papel importante que esse bichinho desempenha no meio ambiente, seus hábitos, entre outras. “Espero que o leitor aprenda brincando e também veja o sapo como um animal curioso e inofensivo, importante para o equilíbrio ecológico”, conclui a autora.
Pula que pula!!! é o terceiro título da coleção Bicho De Todo Canto, série que informa e conscientiza as crianças de forma leve e divertida. Já foram publicados pela editora Ronca e Cocada, as onças-pintadas, sobre a importância da preservação da espécie, e Loreta, a borboleta xereta, obra repleta de aventura e descobertas.
Shirley Souza já escreveu mais de 25 livros para crianças e jovens, mas este é o primeiro feito em versos. Em 2008, ganhou dois prêmios importantes: o Jabuti, aqui no Brasil, e o Prêmio Jóvenes del Mercosur, na Argentina – ambos por títulos escritos para adolescentes.
Patricia Lima nasceu em São Paulo e sempre gostou de desenhar, pintar, modelar e experimentar. Começou a ilustrar profissionalmente em 1996 e teve seu primeiro livro publicado em 2000. Hoje já ilustrou mais de 20 títulos para crianças e adolescentes.
(http://www.paulus.com.br/portal/releases/lancamento-da-paulus-envolve-a-imaginacao-das-criancas-por-meio-de-adivinhacoes#.VdaGOPlViko)
O que fazer quando o mundo virtual parece bem mais interessante que o real?
Ph prefere viver conectado e não sai da frente do computador nem para comer. Sua mãe não aceita esse comportamento e vive em constante conflito com o filho. Será que existe um equilíbrio ideal entre real e virtual? (http://www.shirleysouza.com.br/livros-mundo-real.html)
“Cada vez mais fazemos diversas tarefas ao mesmo tempo, queremos mais rapidez nas respostas e quase não saímos da frente do computador… Isso se ninguém vier arrancar a gente de lá! E um conflito surge: mundo real x universo virtual”, comenta a autora.
O livro se desenvolve a partir das ideias do personagem Paulo Henrique, o PH, que considera normal passar 8 horas por dia conectado em seus games. Para ele, ficar em frente ao computador o dia todo faz parte de sua rotina. Já a sua mãe compara a atitude do filho a um vício, defendendo a importância da convivência social.
Shirley recria no decorrer da obra episódios comuns do cotidiano dos jovens, como a dependência da Internet, a importância de os pais não proibirem o acesso radicalmente e sim garantirem um equilíbrio e limites, o uso excessivo da linguagem conhecida como “internetês”, na qual as palavras são abreviadas e sem acentos. Ela também ressalta alguns perigos proporcionados pela rede, como pessoas que criam perfis falsos para enganarem aqueles que estão “do outro lado”.
A fim de oferecer uma leitura ainda mais divertida, algumas páginas imitam os quadros de conversas com mensagens instantâneas trocadas entre os personagens, algo comum para os jovens nos dias de hoje. Além disso, o leitor encontrará boxes coloridos que complementam as explicações e reflexões sobre o tema. “A Internet, o computador, o videogame ou o celular não causam doença nenhuma. O que gera um desequilíbrio é a má utilização dessa tecnologia, o uso exagerado e descuidado”, conclui a autora.
Mundo real chamando é mais um lançamento da coleção De Que Lado Você Está?. Ele propõe uma reflexão sobre a inclusão digital na vida das pessoas e alerta que as novas tecnologias devem ser usadas de forma consciente. Assim como todas as obras da série, que tratam de temas como política, meio ambiente e consumo, este livro também deseja ajudar o leitor a escolher de qual lado quer estar.
Shirley Souza gosta de escrever sobre diversos assuntos, entre eles os preferidos: sentimentos, amizades, mistérios e fantasias. Já escreveu mais de 25 livros para crianças e jovens. Em 2008, ganhou dois prêmios importantes: o Jabuti, aqui no Brasil, e o Prêmio Jóvenes del Mercosur, na Argentina – ambos por títulos escritos para adolescentes.
Albertina S. Fonseca, dia 21 de agosto/2015, vai estar na Biblioteca Pública de SC, para fazer a mediação de leitura dos livro "Ronca e Cocada", de Shirley Souza. A mediadora do livro, também contadora de histórias animadas com origami, ministrante de oficinas de origami e futura acadêmica da ABCH, está apaixonada pelo livro, tanto que está dando a ele uma animação cheia de encantos. Parece fazer cócegas nos personagens e até fazê-los saltar do livro. 
Dois filhotes de onças-pintadas acabaram de sair da toca e descobrem os encantos e os perigos do Pantanal.
 
 Em versos, o livro revela para o leitor o mundo das onças-pintadas, convidando-o a tornar-se um defensor da natureza.
(http://www.shirleysouza.com.br/livros-ronca.html)

(Elaboração textual: Claudete T. da Mata - Ministrante voluntária e Coordenadora da OLBL)