segunda-feira, 24 de outubro de 2016

17.10.2016 - Mais uma aula do Curso "Espaço de Histórias": Formação Continuada do Contador de Histórias-Mediador do Livro e da Leitura Animada e Compartilhada! E quando me perguntam: "- Por que leitura compartilhada, se toda mediação de leitura é compartilhada?"

TURMA DA TARDE: DAS 15H ÀS 17H30

Integrantes presentes nessa tarde: Ana Esthes Balbão, Aparecida Facioli, Ivanete  e Laura (Iniciantes), Léa Palmira da Silva e Amaridis de Mello (Nossa pequenina), Lígia, Patrícia P. Ângela.

E quando me perguntam: 
- Por que leitura compartilhada, se toda mediação de leitura é compartilhada?
Respondo, enquanto idealizador deste projeto: No Espaço de Histórias, o compartilhamento da mediação de leitura animada, passa a acontecer quando os mediadores compartilham o mesmo livro em grande grupo.
Assim, eles estudam a história a ser mediada e se organizam em grupo, com a distribuição da textualidade (escritura) a experimentação conjunta, das condições de cada integrante.

Juntos, ficam a observar e refletir sobre as necessidades inter e intrapessoal para que o trabalho conjunto possa acontecer em sincronia. assim como: jogo de vozes, consciência corporal de cada integrante : verse vai ao encontro da textualidade a ser recebida com disponibilidade e a amorosidade humana, se há afinidades com os personagens a serem retratados, se estão conseguindo trabalhar os elementos essenciais: tempo, espaço e características afetivo-emocional das personas a serem constituídas em cada momento em cena, sem abandonar o livro. 
Cada integrante precisa estar aberto às necessidades da narrativa, sabendo que em cena, o contador de histórias deve dar VIDA às personas e aos elementos mágicos, ao tempo e ao espaço da histórias, sem pudores, sem encolhimentos - tudo precisa de um ritmo conjunto. 
Ensaiar no ambiente do Espaço de Histórias, sob a orientação da ministrante ou outro olhar presente, também é fundamental na aquisição de técnicas necessárias ao trabalho de refinamento da práxis de mediação de leitura animada, à aquisição do empoderamento da prática da oralidade a requerer o desenvolvimento de competências imaginárias a aguçar o processo criativo. 
Ensaiando para experimentar e permitir-se dar e abrir as asas da imaginação.
Ensaiar em casa, oferece ao contador-mediador o seu momento de expressar suas afinidades com o universo da histórias, sem outras falas externas. Muitos não conseguem trabalhar em casa por falta do saber mais elaborado sob o olhar de teóricos estudados em grande grupo.

TURMA DAS 19H ÀS 21H30
Integrantes presentes nessa noite: Elaine, Andréa Rihl, Márcio, Suélly, Adriane, Bratris, Raquel, Maria de Fátima, Christina, Glaucimare, Jaime, Carlota, Luana...  

 Após o momento de reflexão sobre as condições dos contadores de histórias poderem brincar com as narrativas a darem vida a cada gesto narrado, a cada canto brincado, a cada tempo vivido dentro do universo imaginário - Contato com o tempo e o espaço das histórias...
Fazendo e aprendendo a aprender o processo de mediação do livro e da leitura animada e compartilhada, do livro "A Boneca de Pano", de Rubem Alves. Tempo de se organizar para contar e encantar o público, no mês de dezembro/2016.
 Após a organização do grupo de mediação do livro  de Rubem Alves, Raquel Mazera fez a entrega de um convite.
 Convite para a Festa das Bruxas - Dia 31 de outubro, em São João Batista.
 Vamos ao Chá das 20h?
 Estão todos convidados.
Parte do Grande Grupo que esteve presente nessa noite, teve que sair antes do fechamento dos trabalhos.
 Gosto de fuxicar na minha saia da cor preta. Sinto necessidade de estar sempre brincando com ela - colocando acessórios, inventando... 
Depois veio o ensaio com repetições do processo, para a aquisição da força da palavra. Todos precisam estar afinados para os dias 05 e 08 de dezembro.
Adriane iniciou a mediação do livro e da leitura animada e compartilhada. Nesse espaço de troca de ideias, contos, perguntas, assuntos que possam ir ao encontro de todos.
 Foi a vez de Raquel experimentar esse processo sem conhecer a textualidade.
                                               Márcio assumiu o Narrador do conto.
Márcio é do tipo do narrador oral que entra no contexto do conto e brinca feito criança. 
De mão em mão, o Livro vai sendo mediado, se acomodando ao corpo e ganhando vida pela força da fala narrada.
 Nem todos os contadores de histórias ganham uma cama quentinha e um os animar que os rodeiam...
Foi a vez de Luana assumir a brincadeira mais gostosa do mundo: viver um momento cheio de meninice.
 Luana assume a interpretação de uma personagem: Drizela.
 Márcio assumiu o narrador a puxar os demais personagens.
Suélly assumiu a narrativa da "mãe de Drizela. 
Márcio experimentou fazer mediação de leitura animada, também sentado. ele pensa ser melhor fazer mediação e narração de histórias, em pé.
 Márcio prefere fazer suas narrações orais fora da cadeira. Para muitos contadores de histórias, a cadeira parece engessar o narrador oral, deixando-o sem condições de explorar os planos alto, médio, baixo e rasteiro... A inibir certas brincadeiras que exigem expressão corporal.
Em pé, o narrador pode explorar as suas competências inter e intra-social  a dar vida às histórias, no retratamento do enredo...
Outra competência a ser trabalhada, é a exploração do espaço geográfico dentro do universo imaginário.
Raquel assumiu a persona da Mamãe Noel e Jaime está a se preparar para ser o próprio Papai Noel.
Retratar os diálogos dentro dos contos, exige algumas técnicas - uma delas esta na arte de congelar em cena, enquanto o livro ainda está sob a mediação do outro.
 Mamãe Noel e Papai Noel no quarto de fazer brinquedos de pano.
 Márcio fecha a mediação do livro e da leitura animada e compartilhas, diante da Mamãe Noel.

Durante os ensaios, também se resgata os conhecimentos teóricos-práticos, voltados para esta modalidade criada neste projeto da ABCH. Nessa tarde, refletimos sobre o papel do contador de histórias e suas competências e compromissos com o Universo Sagrado visitado pelos narradores orais. Em especial, os contadores de histórias em cena a levar os leitores-ouvintes nas suas viagens. Uma grande responsabilidade, muitas vezes esquecidas ou deixadas de lado, por muitos narradores, principalmente ao se sentirem estrelas em cena, sem dar às narrativas o seu devido louro. Então assim, no Espaço de Histórias, aprendemos a aprender como Ser, Estar e Fazer em Cena.

LEITORES DA ABCH, 
GRATIDÃO!

Claudete T. da Mata
Presidente Nacional-Fundadora da ABCH